2º Split CBLOL 2017: Expectativas e especulações – PlayStorm

2º Split CBLOL 2017: Expectativas e especulações

Nesse final de semana (dia 03/06) começa finalmente o 2º Split do CBLOL 2017. E com ele, a expectativa de grandes confrontos e uma disputa muito parelha como no 1º Split. Será que as equipes veteranas manterão o mesmo nível? E as novatas? Terão força para brigar de igual para igual? Em cima de todas essas perguntas eu fiz uma breve análise do cenário que teremos para esse Split. Lembrando que o campeão garante vaga para o Mundial.

Como vem a Matilha?

Campeões do primeiro split, a Red Canids mexeu muito pouco em sua estrutura. O mid laner Felipe “YoDa” Noronha anunciou sua aposentadoria e Bruno “Brucer” Pereira se transferiu para a recém promovida Team One. Além disso, a Matilha contratou o suporte português Rúben “rhuckz” Barbosa, para ser reserva do francês Dioud.

A saída de YoDa faz com que a Red Canids se torne um time mais previsível. Tockerz é um ótimo mid laner, mas com pouquíssima variação de jogo. No 1º Split, a equipe abusou das trocas para mudar a forma de jogar. YoDa era conhecido por trazer agressividade para a rota, sendo o exato oposto de Tockerz. Resta saber se essa line up mais engessada irá dar conta de partidas mais “cascudas” nesse 2º Split.

Keyd e INTZ sem mudanças

Vice no 1º Split, a equipe de Keyd Stars manteve exatamente a mesma line up titular, contratando três reservas desconhecidos, sem experiência profissional. Vale lembrar que eles investiram pesado na contratação de Revolta e Yang no começo do ano, ambos ex-INTZ. Falando em INTZ, os intrépidos também vem com a mesma line up. Com uma surpreendente classificação para as semi finais, agora contará com Peter “Peter” Dun acompanhando os drafts.

A Keyd teve altos e baixos no 1º Split, demorando muito para achar um ritmo. Mesmo contando com jogadores experientes, o estilo de jogo de cada um demorou a encaixar. Resta saber se com esse hiato eles conseguiram consertar o problema. Já a INTZ vem como uma candidata a surpreender novamente, como fez no 1º Split. Trazer o Peter para os picks e bans pode ser um grande diferencial a favor dos Intrépidos.

CNB e Pain Gaming correndo por fora

A CNB é a equipe que atualmente mantém a mesma formação por mais tempo. Porém, as boas atuações do CBLOL 2016 não se repetiram no 1º Split desse ano. Com isso, eles apostam na contratação do técnico britânico Joseph “Strong” Edwards para melhorar o desempenho da equipe como um todo. Já na tradicional Pain Gaming, tivemos a saída do jungler Thúlio “sirT” Carlos, transferido para a Big Gods, que jogará o circuito dos EUA. Para a posição foi escolhido Rodrigo “Tay” Panisa.

Não espero muito de nenhuma das duas equipes. A CNB demonstrou que é muito dependente de seu mid laner e o meta atual não favorece o seu melhor jogo. TinOwns não vem na mesma fase do ano passado e isso visivelmente desestabiliza toda a equipe. Pode ser que o novo treinador consiga extrair mais do time, mas eu tenho minhas dúvidas.

Sobre a Pain, minha expectativa é ainda mais pessimista. Tudo bem, sirT não vinha sendo destaque em nenhuma partida há algum tempo, mas sua sinergia com os companheiros era inegável. Não sei o que esperar de Tay, Kami vive uma de suas piores fases e Matsukase não conseguiu repetir suas boas atuações de outrora. Para mim, são candidatas ao meio da tabela.

As novatas do CBLOL

T Show, Team One e Pro Gaming apostaram em grandes nomes do cenário para obter exito nesse Split. Na T Show, temos o eterno Daniel “Danagorn” Drummond na jungle e Matheus “Theusma” Lima de atirador. Na Team One, o já citado Brucer vem para a rota do meio, Vinicius “Neki” Ghilardi (ex-Kabum) para o cargo de treinador e Alanderson “4Lan” Meireles (ex-Remo) para jungle. Com a adição do atirador Lucas “Luskka” Rentechen, a Pro Gaming vem com uma line up em que todos os players já participaram da elite do CBLOL.

Das três novatas, a Pro Gaming é a mais promissora. Uma line up experiente, com jogadores de bom nível e pode surpreender. Luskka e Professor tendem a formar uma ótima bot lane, sendo a base de jogo da equipe. Os outros dois times são uma incógnita, pois contam com muitos jogadores inexperientes que podem sentir a pressão de jogar contra nomes consagrados do cenário.

 

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Jonathan Miranda

Jonathan Miranda

Carioca que não gosta de praia e adora frio. Semi careca, ainda teima em deixar o cabelo comprido. Gamer desde que se considera gente, é cinéfilo e apaixonado por livros. Passando pela crise dos 30 reclamando, como sempre.