A paiN no Mundial de League of Legends 2015

A paiN era o Brasil no Mundial e foi bom enquanto durou. Depois de uma campanha avassaladora no Wild Card contra os favoritos (e que jogaram em casa) da KLG, a paiN foi muito confiante para o mundial. Os mais esperançosos torcedores (eu incluso) acreditava até numa inédita classificação para a segunda fase. Os mais céticos pensavam que uma campanha melhor que a da Kabum (outra equipe brasileira que já participou do Mundial) já estava de bom tamanho. E os haters torciam para que os brasileiros fossem aniquilados. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

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A primeira semana

Jogo 1 – paiN x Koo Tigers: A paiN estreou logo contra os favoritos do grupo, os coreanos da Koo Tigers. E enfrentar de cara os mais fortes dividiu opiniões. Uns acharam bom para a paiN “entrar de cara” no campeonato, sentir o nível mais alto dos times e se tranquilizar pra enfrentar as outras equipes da chave, que eram teoricamente mais fáceis. Outros acharam ruim, pois a paiN ainda com o nervosismo da estreia, poderia tomar uma baita surra e já ir desmotivada para o próximo jogo.

A partida começou e nos primeiros 10 minutos, a paiN conseguiu executar o que planejou. Invasão da selva, inversão de rotas…tudo funcionou como previsto e combinado. Porém foi na adaptação ao jogo que a paiN sofreu. Após o período inicial, a equipe brasileira precisou observar o adversário e reagir contra as investidas. E foram nessas ações que o jogo desandou. Mylon constantemente muito avançado em sua line, sem ward nem flash. Foi gankado algumas vezes e em todas foi abatido. brTT não conseguiu ser efetivo nas tfs, se posicionou mal algumas vezes. O Kami em vários momentos pareceu afoito, dando alguns passos à mais que comprometiam seu posicionamento. E o time coreano, com toda a sua frieza peculiar, jogou em cima desses erros e finalizou a partida sem muitas dificuldades.

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Jogo 2 – paiN x CLG: A segunda partida era contra o experiente time da CLG. Campeã do torneio NA, a CLG tinha como principal jogador o seu AD Carry Doublelift, o que obviamente gerava muita expectativa por parte dos fãs do marrento e controverso Felipe “brTT”, AD Carry da paiN. Novamente tivemos um bom começo da equipe brasileiro, controlando bem a fase de rotas. Mas infelizmente os erros se repetiram, os ganks sofridos de forma desnecessária e a falta de foco nas team fights afundou mais uma vez o time brasileiro, que à medida que o jogo ia passando, perdia mais e mais a concentração. Sabemos da capacidade da paiN, da qualidade de seu treinador e de seus componentes. Mylon é o melhor top laner do cenário brasileiro, sempre muito preciso nas plays e suas duas primeiras partidas acabaram sendo desastrosas. Nervosismo em excesso e falhas na adaptação do jogo.

Jogo 3 – paiN x Flash Wolves: A terceira partida foi contra os taiwaneses da Flash Wolves, do famoso suporte Swordart. Considerado o time mais frágil do grupo (mas ainda assim acima dos brasileiros), os taiwaneses surpreenderam a todos com uma vitória em cima dos favoritos da Koo Tigers e muitos esperavam uma vitória em cima da paiN. Mas para a surpresa destes muitos e alegria dos torcedores brasileiros, a paiN fez um jogo fantástico. Kami com seu Twisted Fate fez uso muito bem do teleport e conseguiu impactar em todas as lanes, sempre abrindo caminho para brTT e Mylon. Esse ultimo, aliás, foi um monstro nas team fights, usando muito bem seu Gnar. A Tristana do brTT conseguiu impactar demais no late game fazendo com que o caminho ficasse livre para a vitória depois de uma luta perto do Barão.

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A segunda semana e o adeus

Na segunda semana, todos os jogos à serem feitos de cada grupo seriam realizados no mesmo dia. Ou seja, a paiN jogaria contra Flash Wolves, Koo Tigers e CLG em uma tarde. Alguns acham isso um pouco pesado psicologicamente para as equipes, outros acham mais emocionante pois a equipe que vence a primeira partida se motiva para as próximas e o fator psicológico gera partidas com resultados inesperados.

Jogo 4 – Flash Wolves x paiN: Era a partida mais aguardada pela torcida brasileira. Afinal, foi em cima dos taiwaneses que a paiN conseguiu a sua primeira vitória no mundial. E tudo começou dando a entender que a segunda vitória chegaria. A paiN controlou muito bem a partida em todas as lanes. Optando por uma composição de proteção ao hyper carry (no caso, a Tristana do brTT), a paiN teve o jogo na mão até cometer um grande erro de objetivos. Em dado momento do jogo, Mylon forçava a bot lane com seu Gnar na forma mini e estava prestes a destruí-lo. No Barão, os outros quatro integrantes da paiN seguravam todo o time da FW para eles não iniciarem a luta.

A Lulu do time taiwanês volta para a base para impedir a destruição do inibidor, porém Mylon não se aproveitou disso para dar teleport para junto de seu time (que a Lulu não poderia acompanhar, pois o feitiço ainda estava inativo) e iniciar a luta pelo buff com vantagem numérica. Com isso, perdeu-se a chance de destruir o inibidor e deixou o barão de bandeja para a equipe asiática, que com o buff empurrou a rota do meio e ganhou larga vantagem de mapa sobre os brasileiros.

Mas mesmo assim, a paiN ainda teve a chance que precisava para ganhar. Com os dois inibidores dos flancos da FW destruídos, a paiN conseguiu avançar no mapa e destruir as duas torres do Nexus.Mas os erros se repetiram e em (mais) uma decisão equivocada, forçaram uma luta no dragão que culminou num quadra kill do adc inimigo e na inevitável vitória dos asiáticos. Uma derrota muito amarga e decepcionante pelo desenrolar da partida.

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Jogo 5 – Koo Tigers x paiN: Era tudo ou nada. A paiN precisava da vitória para ainda sonhar com a vaga na segunda fase. Pela frente, os favoritos coreanos e o trauma psicológico da ultima partida. E o que era esperado, ocorreu. Um jogo que começou a ser perdido na rodada de picks e bans. Foi deixado livre um Mordekaiser e um Darius e foi banido inexplicavelmente um Yasuo. Visivelmente abalada emocionalmente, a equipe brasileira foi atropelada pelos coreanos. Erros primários de posicionamento e team fights fizeram da paiN presa fácil. E como esperado, Mordekaiser e Darius foram destruidores.

Jogo 6 – CLG x paiN: Jogando para cumprir tabela e sem a pressão da classificação, as duas equipes fizeram picks “de confiança”, um pouco mais agressivos. Mylon não pensou duas vezes e garantiu seu Gangplank no top, que deu um baita trabalho para a Riven inimiga. Kami foi com seu Twisted Fate, que atualmente tem sido seu melhor campeão e brTT confiou nos famosos machados de Draven. Uma partida completamente diferente. A paiN jogou solta, individualmente muito bem e não deu chances para os campeões da America do Norte. E vale ressaltar a provocação feita pelo AD Carry rival, o já citado Doublelift, falando com seus companheiros que era sua última partida com eles e só queria “stompar” a paiN para não ter que ler os “imbecis” na internet escrevendo “brTT > Doublelift”. É rapaz, não foi dessa vez (RX O MACHADO [email protected]#RA!).

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Resumo final

A paiN representou de forma digna o Brasil no Mundial. É inegável a evolução dos caras, individualmente e coletivamente. Deram seu máximo em busca do resultado. Fizeram partidas muito duras contra times que jogam num cenário muito maior e mais maduro. O Brasil ainda engatinha nesse cenário, tanto profissionalmente quanto em termos de reconhecimento. E a participação da paiN abre portas que dificilmente voltarão a ser fechadas.

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