As Crônicas de Artur: O Rei do Inverno

“Estas coisas aconteceram há muito, muito tempo, numa terra chamada Grã-Bretanha. O bispo Sansum, que Deus abençoe acima de todos os santos vivos ou mortos, diz que estas memórias deviam arder no fogo do inferno com todo o resto da podridão da humanidade decadente, pois estas são as histórias dos dias que antecederam a descida das grandes trevas sobre a luz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estas são as histórias das terras a que chamamos Lloegyr, que significa Terras Perdidas, do país que outrora foi nosso, mas ao qual os nossos inimigos chamam agora Inglaterra. Estas são as histórias de Artur, o Senhor da Guerra, o Rei que Nunca Existiu, o Inimigo de Deus e, que o Cristo Vivo me perdoe, o melhor homem que jamais conheci. Como eu chorei por Artur.”

Há alguns bons anos, fui a uma livraria perto da faculdade. Estava decidido a ler um livro sobre o Rei Artur. Nas pesquisas, o atendente falou “olha, sobre o Rei Artur tem uma coleção chamada As Crônicas de Artur. E posso te falar, é muito bom”. Então eu pedi o primeiro livro. Achei a capa linda e o resumo bem interessante. Comprei e #PartiuCasa #PartiuLer. Amigos, eu comecei a ler e praticamente devorei o livro em 3 ou 4 dias. Eu não conseguia parar! (Tanto que logo em seguida comprei o restante da coleção).

As Crônicas de Artur, escrita pelo inglês Bernard Cornwell, é uma trilogia que conta de forma mais fiel e realista a lenda do Rei Artur. O primeiro livro, como eu disse, é intitulado “O Rei do Inverno”, o segundo é “O Inimigo de Deus” e o último é o “Excalibur”. Apaixonado desde a infância por aventuras de cavaleiro, o escritor resolveu pesquisar a figura histórica de Artur. Baseado em descobertas arqueológicas recentes, criou a mais emocionante saga protagonizada pelo imortal personagem. Segundo o autor, Artur na verdade nunca foi rei, ele era um dos vários filhos bastardos do Rei Uther. E isso não rebaixa Artur. Ela era um guerreiro incrível e carismático, o que fortalece mais ainda a lenda.

Crônicas

A história é narrada em 1ª pessoa, do ponto de vista de Derfel Cadarn, um monge vivendo no mosteiro de Dinnewrac, localizado no reino de Powys (na região leste do País de Gales). À pedido da rainha Igraine de Powys, Derfel escreve suas memórias sobre a época de Artur, tendo o próprio monge em sua juventude sido um dos maiores guerreiros de Artur. O bispo Sansum, superior de Derfel e reverenciado no mosteiro como um santo, denuncia as histórias de Artur como lendas heréticas, tendo sido um inimigo de Artur e do próprio Derfel, a quem despreza como sendo “um saxão, filho de uma prostituta saxã”. Sendo assim, Derfel escreve os contos na sua língua natal, o saxão, e a rainha Igraine convence o bispo de que ele está traduzindo os Evangelhos para essa língua. Derfel então relata a história desde o início, quando era ainda uma criança.

Cornwell nos surpreende pelas descrições detalhadas, dos personagens, tanto em suas vidas como nas guerras, a intriga política, os seus amores e ódios, os mistérios do (ótimo, irônico e sarcástico) Merlin e seus tesouros, e personagens como Lancelot e Guinevere muito diferentes das histórias que conhecemos. A narrativa é excepcional e tão detalhada. Você vai conseguir enxergar o campo de batalha e até se sentir imerso nesse mundo. E posso dizer que “O Rei do Inverno” está na minha lista dos melhores livros que li na vida. Recomendo a todos!

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