Crítica | Assassin’s Creed

Em 2007, um game lançado para Xbox 360, PC e PlayStation 3, surpreenderia os jogadores por mesclar, com uma pitada de ficção científica, os tempos modernos com eventos, locais e personagens históricos, e ainda mais por possibilitar encarnar um legítimo assassino. Era só questão de tempo até uma adaptação cinematográfica do game.

Assassin’s Creed, baseada na franquia criada pela Ubisoft, dirigido por Justin Kurzel e estrelado por Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Michael K. Williams, Ariane Labed e Brendan Gleeson, chega aos cinemas no dia 12 de janeiro. O filme se passa no mesmo universo dos jogos, mas possui uma história original que expande a mitologia da série.

Através de uma tecnologia revolucionária que desbloqueia as suas memórias genéticas, Callum Lynch (Michael Fassbender) revive as aventuras do seus ancestral espanhol, Aguilar, em 1492. Callum descobre que é descendente de uma sociedade secreta, os Assassinos, e através da sua experiência nas memórias de Aguilar, adquire o conhecimento e a perícia necessária para entrar em confronto nos dias de hoje com os eternos inimigos dos Assassinos, os Templários, uma organização poderosa e opressiva.

Já vou adiantar meu veredito: o filme é fraco. Desde a primeira cena, que ambienta o confronto entre Assassinos e Templários na forma mais preguiçosa possível (em texto corrido), até a última cena, o filme não consegue se sustentar.

Tudo acontece tão rápido, sem criar empatia por nenhum personagem. Primeiro, a Ordem dos Assassinos é apresentada de forma rasa (como tudo no filme). É possível entender que a missão primordial deles é proteger um artefato que contém a semente do livre-arbítrio, a “Maçã” do Jardim do Éden. Do outro lado, os Templários tem interesse pelo artefato, porque em suas mãos, eles teriam o poder de controlar o livre-arbítrio. E aqui você pensa “Mas porque? Qual é o objetivo de ambos?”

De repente, 1986! Vemos o jovem Callum Lynch encontrando sua mãe sentada e morta. Seu pai, o assassino, pede para ele se esconder nas sombras, enquanto vemos os Templários chegando no local. E de repente, 2016! Callum, que fez o contrário do que o pai pediu, está no corredor da morte por ter assassinado alguém. Mas ele não morre! A Abstergo (Templários), empresa criadora da tecnologia que desbloqueia memórias genéticas, na figura da Dr. Sofia Rikkin (Marion Cotillard), recruta Callum. Com todas as linhagens dos protetores da “Maçã” extintas, menos Lynch, nosso herói revive a história de Aguilar, seu antepassado, com a missão de descobrir o paradeiro do artefato. Com o tempo, Callum entende quem ele realmente é e qual seu papel no mundo.

Você achou que eu contei muito rápido? Esse é o ritmo de Assassin’s Creed. E, por conta disso, tudo é muito raso. Não existe um vilão marcante (até tentaram usar o experiente Jeremy Irons, mas sem sucesso), não existe a figura do herói (talvez seja uma das piores atuações de Fassbender) e a motivação, tanto dos Templários, quanto dos Assassinos, é mal explicada. Acho que a minha maior cara de “Que?” foi quando a “Maçã” enfim entra em cena. “Olha lá a Maçã! Ela está ativada? Mas como eles ativaram? O que tá acontecendo?”

Conclusão

Fato é que sair do cinema e ver que muitas pessoas entenderam o filme de forma diferente é muito ruim. Afinal, o filme não é “A Origem” que abre um leque para discussões. Era para ser aventura e ação. Aliás, a ação pode salvar um pouco seu ingresso. Quem sabe em um possível segundo filme, eles acertem o ritmo, porque o grande pecado aqui, foi tentar avançar demais na história, sem criar uma base sólida. Assassin’s Creed marcou o mundo dos games ao permitir vivenciar inúmeros eventos conhecidos como Cruzadas, Revolução Norte Americana, Francesa e Industrial, além de interagir com personagens como Leonardo Da Vinci e Napoleão. No filme, isso foi minimamente explorado. Um filme que tinha potencial, mas que tropeça nele mesmo como Callum tropeça ao acordar na Abstergo.

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