Crítica: Boa noite, mamãe

Gosto muito de filmes de terror. Não assisto cada um que é lançado, mas sempre me interesso por alguns deles. Ano passado, um filme austríaco me chamou bastante a atenção pelo trailer simples, mas tenso. Decidi então assistir Goodnight, Mommy (até então, sem previsão de lançamento no Brasil e sem título em português). Depois de uma longa espera, o filme finalmente chega aos cinemas brasileiros no dia 10 de março.

Em Boa noite, Mamãe (Ich seh, Ich seh), uma família vive em uma residência isolada em meio a árvores e plantações de milho. Os gêmeos Elias (Elias Schwarz) e Lukas (Lukas Schwarz), de nove anos, aguardam o retorno de sua mãe (Susanne Wuest). Após dias afastada por conta de cirurgias plásticas, ela volta para casa e não é reconhecida pelos filhos. Aos poucos, os dois suspeitam que a mulher não é sua mãe, mas outra pessoa. A partir de então nada será como antes.

Crítica: Boa noite, mamãe

Os diretores Severin Fiala e Veronika Franz construíram um enredo misterioso que te prende durante os 100 minutos. Acredito que será impossível você não ficar tenso e até incomodado assistindo ao filme. A narrativa é conduzida de forma primorosa, sem entregar de antemão todos os detalhes e segredos. Tudo no filme desperta uma certa desconfiança, desde os enquadramentos que geram desconforto além de uma trilha sonora que aumenta o tom de “algum muito ruim vai acontecer”. Aliás, essa é a sensação que eu tive durante o filme inteiro.

Destaque para o enredo que não entrega muitos detalhes. Porque eles moram em uma residência tão isolada? Quem cuidava dos meninos enquanto a mãe ficou fora? Porque a mãe fez uma cirurgia plástica? Não temos parâmetro da história da família antes do início do filme e não há muitas fotos da mãe antes da cirurgia, o que aumenta (e muito!) o suspense.

Crítica: Boa noite, mamãe

Com poucos detalhes, ao assistir esse filme se atente aos… detalhes. Sim, é isso mesmo. Boa Noite, Mamãe não constrói uma narrativa baseada em fatos que vemos no início ou mesmo durante a construção dos personagens. Tanto os filhos quanto a mãe são um completo mistério. É um filme que você precisa prestar atenção a cada imagem, enquadramento, trilha, cada atitude dos poucos personagens que vemos em tela. Tudo tem um motivo durante o filme. Você pode até sacar o grande mistério ao longo do filme, mas tenho certeza que ao menos chocado você vai ficar ao final, que beira entre o terror e horror (falei um pouco sobre as diferenças entre os dois gêneros na matéria Livros de Sangue de Clive Barker).

Conclusão

Eu fiquei impressionado com o filme. Boa Noite, Mamãe é um grande exemplo de que não é necessário inúmeros efeitos especiais, aparições, clichês para criar tensão. Afinal, terror não é apenas incontáveis pulos na cadeira do cinema.

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