Crítica | Bruxa de Blair (2016)

1999. Chegava ao cinema um filme que relatava a história de três estudantes de cinema filmando um documentário na floresta de Black Hills sobre uma lenda local conhecida como Bruxa de Blair. Os moradores contaram aos três a história de Rustin Parr, um eremita que sequestrou sete crianças na década de 1940 e os levou a sua casa na floresta onde os torturou e, por fim, os assassinou. Parr levava as crianças para o porão de sua casa em pares, forçando a primeira criança a olhar para o canto e ouvir os gritos da segunda criança.

Em seguida, Parr matava a primeira criança. Eventualmente o eremita se entregou à polícia. Ele alegou insanidade e disse que o espírito de Elly Kedward, uma bruxa enforcada no século 18, estava aterrorizando-o e prometeu deixá-lo em paz se ele matasse as crianças. Os três desapareceram na floresta. Seus vídeos e equipamentos de som foram recuperados e transformados em filme para o público assistir.

Bruxa de Blair (1999), obviamente, não foi o primeiro filme ‘found footage’, um tipo de filmagem que parece um documentário amador. Mas popularizou o gênero e fez muito sucesso na época. Graças, principalmente, à sólida campanha de marketing. Alguns sites falsos foram criados falando sobre a lenda e muitas pessoas realmente acreditaram que aquilo era real. Um segundo filme, Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras, foi lançado, mas pode ser (e foi) totalmente desconsiderado.

Crítica | Bruxa de Blair (2016)

 17 anos depois…

Agora temos a sequência direta do original. Inicialmente foi filmada em segredo sob o nome de The Woods. Posteriormente foi revelada como parte da franquia Bruxa de Blair poucos meses antes de seu lançamento. James (James Allen McCune), o irmão de Heather, uma das pessoas desaparecidas do filme original, acredita que ela esteja viva após ver um vídeo no YouTube. Agora, junto de seus amigos Lisa (Callie Hernandez), Peter (Brandon Scott) e Ashley (Corbin Reid) e vários equipamentos de gravação de última geração, decide ir à floresta em busca de sua irmã. Um casal que mora na região (Wes Robinson e Valorie Curry) leva o grupo ao local… e é exatamente nesse ponto que as coisas ruins começam a acontecer.

Crítica | Bruxa de Blair (2016)

Essa nova versão “bebe” muito da fonte do primeiro filme. Inclusive, inúmeros detalhes são bem similares à versão original. Os diferentes pontos de vista dos personagens com inúmeras câmeras. O clima tenso criado na floresta e os jumpscares (aquele susto repentino por barulhos ou surgimento de algo na tela). A grande evolução do filme é exatamente o equipamento utilizado pelo grupo para a gravação. Diferente do estilo visual do original simulando o granulado de uma gravação em fita de vídeo cassete, dessa vez tudo é em alta definição, com direito inclusive a um drone.

Crítica | Bruxa de Blair (2016)

Conclusão

Apesar de correr um sério risco de ser mais um depois da super exploração do gênero (Atividade Paranormal cof cof), o filme trás o que tem de melhor do estilo, mas com alguns problemas. Particularmente, o que mais me incomodou foi a utilização exagerada de jumpscares desde o início do filme. Com o clima tenso criado na floresta, não havia necessidade de utilizar o recurso a todo momento. Até os picos de som do microfone da câmera foram utilizados para isso. Obviamente, não espere o melhor roteiro de um filme de terror. Não existe muita exploração sobre a lenda, e, acredito eu, a ideia nem era essa. O filme acaba sendo uma visão para o público da busca desesperada de um irmão por sua irmã desaparecida.

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