Crítica | Moana: Um Mar de Aventuras

Não é de hoje que a gigante Disney vem investindo em princesas digamos…diferentes. Mais auto suficientes, mais fortes, mais corajosas e “donas de si”. Assim é Moana Waialiki, filha do chefe de uma tribo localizada na Oceania. Moana tem o típico comportamento rebelde de uma princesa que não quer ser princesa, mostrando uma coragem mesclada com uma baita dúvida (comum em adolescentes como ela), do que fazer e como fazer. Mas o grande mérito dela (e do longa) é que ela não tem medo de ser somente mais uma menina.

Todos nós que acompanhamos cinema sabemos que uma das produtoras mais tradicionais (e conservadoras) é a que carrega o sobrenome do finado Walt Disney. Princesas clássicas, um par romântico, músicas aqui e acolá, climax, vilão maldoso e (muitas vezes) atrapalhado e final feliz. Uma fórmula que fez muito sucesso durante décadas, mas que há tempos não se repete. Vimos recentemente Frozen focando em amor fraternal (e não em relacionamentos tradicionais). E também Zootopia com grande foco em preconceito. Além de um personagem nitidamente homossexual (mesmo não sendo falado explicitamente). Moana da mais um passo para esse novo direcionamento, com a força dos deuses polinésios.

A história do filme gira em torno do coração de uma deusa polinésia. Ele foi roubado por um semi deus chamado Maui e com isso trouxe o desequilíbrio para o povo (sem spoiler). Enredo básico, porém contado de forma muito precisa e sem muitos devaneios. A forma como são apresentados os deuses polinésios e a cultura do povo em torno disso é bem interessante e corajosa, vide que é algo bem desconhecido no ocidente.

Como de costume, o longa é em boa parte um musical. Indo do tradicional “todos do nada param o que estão fazendo e começam a cantar” até encaixes dignos de Chicago e Os Miseráveis (dadas as devidas proporções, claro) onde a canção engrandece a cena, trazendo dramaticidade e maturidade. A transição do filme ocorre sem percalços, com a fluidez característica dos diretores John Musker e Ron Clements (Alladin, A Pequena Sereia e Hércules), mesmo que aconteçam momentos de choque como a aparição de Maui (que se parece muito com o Gênio de Alladin), com toda sua prepotência e arrogância, aliado a um carisma altíssimo.

Apesar da coesão do filme, obviamente existem alguns escorregões mas que não chegam a comprometer. Os dois animais de estimação de Moana (o porco Pua e galo Hei Hei) são nitidamente para atrair o público infantil. A criançada ria demais na sessão que fui, principalmente do galo. O mar com vida própria que serve para alívios cômicos nítidos, porém destoam levemente do ritmo e da construção do filme como um todo.

Resumo final

Moana: Um Mar de Aventuras é uma excelente animação. Vale a pena ser vista tanto pelo lado poético de sua mensagem quanto pela coragem da Disney de seguir por esse caminho não tradicional. Moana é apaixonante e foge do estereótipo sem perder em momento algum seu carisma e sua leveza. A Disney mostra que continua imbatível quando se propõe a contar uma boa história animada.

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