Crítica: Mogli – O Menino Lobo

“Eu uso o necessário. Somente o necessário. O extraordinário é demais”

Se você já está beirando a casa dos cinquenta anos, com certeza a primeira imagem que veio a sua mente foi do garoto Mogli com seu amigo, o urso Baloo.

A versão original da animação surgiu em meados de 1967 e ficou muito famosa não apenas por ser uma ótima história infantil, mas também por ser o último filme produzido antes da morte de Walt Disney.

Quase cinquenta anos depois, a Disney revitaliza um de seus maiores clássicos, recheado de efeitos especiais, mas sem perder a sua originalidade e carisma que fez de Mogli um dos melhores desenhos da era de ouro ao lado de grandes filmes como Cinderella, Pinocchio e Bambi. Inspirado no original, Mogli: O Menino Lobo, agora em live action, teve sua estreia em terra tupiniquins no dia 14 de abril. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro), o filme retrata a história de Mogli, um garoto órfão que é criado por lobos em uma floresta na região da Índia.

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Logo no começo do filme podemos notar a qualidade impecável das animações totalmente computadorizadas. Mas em contrapartida dessa relação computação gráfica x realidade, a atuação do carismático e engraçado Neel Sethi, que interpreta Mogli, é excelente.

Na maioria dos filmes que possuem animais como personagens principais é bem nítida a artificialidade nas animações, como por exemplo em As Crônicas de Nárnia. Porém, em Mogli, isso é praticamente imperceptível. Todos os animais e demais criaturas possuem “vida”, assim como suas características, movimentação e cores bem naturais. Com certeza o filme fará você realmente acreditar que eles são de verdade.

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Outro fator crucial que dá personalidade às criaturas do filme é a dublagem. Mas antes de comprar os ingressos, assisti a um trailer dublado pra ver como tinham ficado as vozes. É incrível como os responsáveis pela regionalização deixam de apostar em profissionais da dublagem e acabam optando por PÉSSIMAS escolhas. Um exemplo? O tigre Shere Khan, na versão americana, tem a voz de Idris Elba. O negão presença com voz grossa a la Kratos transmite a sensação ameaçadora que um vilão deve ter. Já na versão brasileira temos Thiago Lacerda, o Matteu da novela Terra Nostra com aquela voz de veludo… Ai não dá né? Como podem imaginar, eu optei por assistir a versão legendada. 😛

Mogli: O Menino Lobo é um filme que usa e abusa do 3D e merece uma boa sala de cinema. Assisti no Imax e não me arrependo. Lá você consegue absorver tudo de bom que o filme oferece desde o som ambiente ao ótimo 3D.

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O filme dá mais protagonismo às criaturas do que ao próprio Mogli. Os atores escolhidos para a dublagem fizeram um ótimo trabalho: Bill Murray (nosso eterno Caça Fantasmas) mostra toda a irreverência do urso Baloo, Ben Kingsley transmite aquele estilo paizão do Bagheera, Idris Elba, que pode não vir a ser um bom Roland em A Torre Negra, aterroriza toda a selva como Shere Khan. Não podemos esquecer também do garoto Neel Sethi que trás uma versão muito próxima ao desenho original de Mogli.

Conclusão

Mogli: O Menino Lobo não é um filme perfeito. Mas cumpre com louvor duas premissas básicas de um clássico: divertir e revitalizar a nostalgia do filme original. Assista! Você não vai se arrepender!

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