Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

Nunca vou me esquecer que quando eu era moleque, o Homem Aranha fazia parte do meu dia-a-dia. Foi em uma época que eu tentava me readaptar à vida em São Paulo (depois de alguns anos fora), tentando fazer novas amizades, tendo os problemas clássicos de “nova cara em uma sala de alunos que já estudavam há alguns anos juntos”, ou seja, sofrendo bullying básico. Um dia passei numa banca de dei de cara com uma revista chamada “A Teia do Aranha”.

Na capa, um cara que achava ser uma versão deformada do Aranha (na verdade era o Venom). Passei então a ler as revistas e via em Peter Parker/Homem Aranha, um adolescente cheio de problemas, que sofria bullying na escola, precisava dar um jeito de conseguir grana para ele e para a tia, mas que ainda assim conseguia resolver tudo, com um bom toque de humor. Eu me divertia muito lendo as histórias, ainda mais vendo um outro adolescente com problemas. Sim, sempre fui fascinado pelas histórias e era doido para ver o amigão da vizinhança na grande tela.

Tempos depois…

Alguns anos depois, três filmes e um reboot, algumas alegrias e decepções, estava eu novamente na fila do cinema para ver um dos meus personagens favoritos. O último filme não tinha sido uma ótima experiência, mas tinha entendido (de certa forma) o recomeço. Mesmo o anuncio dos três vilões no filme (o que me deu calafrios por conta do Homem Aranha 3), eu cheguei ao cinema com uma expectativa que seria um bom filme, mesmo sabendo que mudariam muitas coisas das história original.

Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

Então o filme começou e eu tive um vislumbre do quadrinhos. Estava tudo lá: os problemas de atraso na escola, os problemas financeiros da Tia May, Gwen, Harry Osborn, Duende Verde, Rino, Electro, aliado a batalha de Peter Parker para conciliar sua vida dupla. Apesar de ser tudo muito diferente do original, ainda assim era o Homem Aranha, engraçado, ousado e inteligente, lançando suas teias por Nova Iorque. E como sempre, sua vida é complicada.

Em O Espetacular Homem Aranha 2, Peter Parker (Andrew Garfield) adora ser o Homem-Aranha, por mais que ser o herói aracnídeo o coloque em situações bem complicadas, especialmente com sua namorada Gwen Stacy (Emma Stone) e sua tia May (Sally Field). No momento, Peter está mais preocupado é com o fantasma da promessa feita ao Capitão Stacy, pai de Gwen, de que se afastaria dela para protegê-la. Ao mesmo tempo ele precisa lidar com o retorno de um velho amigo, Harry Osborn (Dane DeHaan) e o surgimento de um vilão poderoso: Electro (Jamie Foxx).

A Teia do Aranha

O filme já começa contando mais a história dos pais de Peter. Isso já vem sendo trabalhado desde o último filme e dessa vez é explicado.

Após esse primeiro arco, uma das coisas que mais gosto nos filmes do Aranha saltou na tela: Sua movimentação pelos prédios de NY. E aqui já fica um ponto muito positivo. A fluidez é muito próxima ao que eu imaginava nos quadrinhos.

O Aranha persegue Aleksei Sytsevich, o futuro Rino, em uma cena com bastante ação e muito engraçada, sendo destaque para o momento que o Homem Aranha briga com a gravidade e cápsulas de plutônio. Já nessa cena vemos ele tentando equilibrar sua vida dupla, quando sua formatura na escola está acontecendo nesse exato momento.

Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

A relação entre ele e Gwen fica um tanto instável durante o filme. Por mais que o amor dele por ela seja enorme, a promessa que ele fez para o pai dela pesa. Como sempre, é tudo muito complicado. A química entre Andrew Garfield e Emma Stone, namorados fora da grande tela, é fantástica.

Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

Então um novo personagem, mas bastante conhecido pelos fãs do Aranha aparece, e bem diferente. Harry Osborn (vivido por Dane DeHaan de Poder Sem Limites) agora oscila entre um velho e bom amigo de Peter, que está fora da cidade há anos, com um cara obcecado por algo que mudará a sua vida e que depende exclusivamente do Homem Aranha. Esse último toma conta quase do filme inteiro e a cara de psicopata de DeHaan ajuda mais ainda. Não gostei muito dessa mudança no personagem. Mas se a história original sofreu com inúmeras mudanças, não vi um problema nisso.

Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

Vilão…

Em paralelo a tudo isso, um novo vilão surge. Max Dillon, funcionário da Oscorp, desprezado por todos e fascinado pelo Homem Aranha. Ele se torna Electro após um acidente com a rede elétrica dentro da empresa. Antes fascinado pela atenção que teve do Homem Aranha no começo do filme, se volta contra o herói por conta de uma confusão em sua primeira aparição. Em certos momentos assistimos aos acontecimentos pela visão de Electro e vemos que ele consegue enxergar a energia fluindo pela cidade, viva. Gostei muito da atuação de Foxx, conseguindo diferenciar, e bem, Max Dillon, um cara desleixado, desastrado e esquecido por todos, com o vilão muito poderoso e determinado a acabar com o Aranha. E melhor, por mais que eu estivesse com medo da aparição de três vilões, Electro, Duende Verde e Rino, o foco foi para o primeiro, deixando os outros como complemento do filme.

Crítica: O Espetacular Homem Aranha 2

Alguns eventos do filme mostram que as escolhas de Peter são determinantes para ele e quem está à sua volta. A aparição do Duende Verde é apenas a vida esfregando isso na cara dele. Não posso comentar sobre o arco final do filme, pois seria um MEGA spoiler. Mas a luta final contra Electro acaba de uma forma que não esperava (ou não queria).

Conclusão

Em resumo, o filme não é espetacular como o nome diz (apesar de não ser a intenção do título). Existem alguns problemas de continuidade, mas o filme é bem melhor que o primeiro. A expectativa de se aproximar dos quadrinhos foi atendida (não muito pelo roteiro). Tudo é mais dinâmico, divertido e até caricato (a trilha sonora ajuda muito nesse caso). Agora torço muito para o terceiro ser melhor (se existir um terceiro). Ainda mais que o final do filme abre as portas para mais um vilão. Ou melhor, seis.

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