Crítica | Snowden – Herói ou Traidor

Em 2013, Edward Snowden, um ex-agente da CIA, tornou-se um dos maiores ícones contemporâneos da anti-propaganda dos Estados Unidos. E inimigo número um da nação ao divulgar a jornalistas uma série de documentos sigilosos. Eles comprovavam atos de espionagem praticados pelo governo norte-americano contra cidadãos comuns e lideranças internacionais.

Três anos depois, chega aos cinemas Snowden – Herói ou Traidor, dirigido por Oliver Stone (de Platoon e W.). Com Joseph Gordon-Levitt (de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) interpretando Edward Snowden, Shailene Woodley (da série Divergente) como Lindsay Mills, Zachary Quinto (de Star Trek) como Glenn Greenwald e Melissa Leo (de O Vencedor) como Laura Poitras e com participações de Nicolas Cage e Tom Wilkinson.

Após coletar materiais de inúmeras entrevistas, livros, além de idas à Rússia onde Snowden reside atualmente, Stone conta sua história abrangendo o período de 2004 a 2013. Desde sua tentativa de entrar para o exército americano. Passando pela sua carreira na CIA até o momento que se reuniu com o jornalista Glenn Greenwald e a cineasta e jornalista Laura Poitras e lhes entregou os documentos que comprovavam as suas afirmações da existência dos programas de Vigilância em massa.

Crítica | Snowden - Herói ou Traidor

Stone trata a história de apenas um ângulo: para ele, Snowden é um herói. O filme não dá ao público o benefício da dúvida. Mostra a motivação do ex-agente para revelar um dos maiores segredos dos Estados Unidos, ao invés do jogo culpado/inocente. O filme é claramente um arranhão a mais na história americana. Sobra crítica até para Obama e sua postura em relação à questionável política de espionagem advinda da era Bush. Na minha opinião, uma das cenas mais impactantes e que resume bem o clima do filme é o momento que o diretor-geral da Agência de Segurança Nacional confirma em rede nacional que não existe espionagem praticada pelo governo e um de seus funcionários, olhando para a televisão, fala “até parece”.

Um dos grandes pontos positivos é o ator Joseph Gordon-Levitt que convence como Snowden, inclusive empostando sua voz. Mas o filme não mostra nenhuma revelação nova da história. Ele foca no relato da vida de Snowden, sua conturbada relação com sua namorada, Lindsay Mills, além de explorar sua condição física (epilepsia) e os fatos que levaram até o estopim, a entrevista dada ao The Guardian.

Crítica | Snowden - Herói ou Traidor

Conclusão

Snowden – Herói ou Traidor não faz o público questionar o papel do agente na história. Quase que impondo uma visão heroica do ocorrido. É um filme que inicialmente se arrasta. É quase em um melodrama, reafirmado pela sua trilha sonora. Mas vai se tornando muito interessante ao se aproximar de seu ápice, quando Snowden coleta os dados para divulgação.

Se você quiser saber mais sobre o caso, assista Citizenfour, documentado por Laura Poitras e ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2015.

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