Thor: Ragnarok

Quem acompanha o PlayStorm, sabe que eu não sou um grande fã dos filmes da Marvel. Não que eu tenha implicância ou nada do tipo, mas eu particularmente não gosto de filmes que subestimam a minha inteligência. Simplicidade pode ser bem feita, sem chamar o espectador de idiota. E na maioria dos filmes do MCU, isso não acontece. Muletas de roteiro, tudo muito jogado, aquele velho lance de “entretenimento a qualquer custo”.

Fui para o cinema com a expectativa no chão. Os dois primeiros filmes do deus nórdico do trovão foram horrorosos, para dizer o mínimo. Portanto, tudo que eu esperava do terceiro (e último) filme do loirão era algo do mesmo nível. Mas fui surpreendido.

Crítica | Thor: Ragnarok

Thor: Ragnarok é um filme extremamente divertido, do começo ao fim. Encaro como um filme de comédia (e isso, nesse caso, está longe de ser algo ruim). A Marvel errou muito no direcionamento de Thor. Desde sempre, tentou fazer um filme mais sério com o personagem, mas errou a mão no tom cômico do mesmo, que destoava do clima dos filmes. Depois de dois fracassos de crítica, resolveu mudar em 180° o direcionamento e acertou (mesmo que parcialmente).

Confesso que com os trailers, Thor: Ragnarok me fez bastante raiva. Piadas em excesso me incomodaram, mas eu tinha na cabeça o direcionamento dos dois filmes anteriores. Porém. com o começo do filme, vi que o viés dele era completamente diferente. As piadas são muito boas, o tom cômico é no ponto certo. Algumas vezes a piada é longa demais, mas nada que comprometa o andamento do filme.

Crítica | Thor: Ragnarok

Na grande verdade, Thor: Ragnarok é um filme de desconstrução de todo o MCU. Temos mais de 10 anos desse universo e o público já está mais do que acostumado com a estrutura dos filmes da Marvel. Com isso, fica fácil brincar com todos os clichês sem precisar explicar muito para o público.

Existem defeitos? Claro, aos montes. Uma vilã sub aproveitada, um Hulk muito infantil, um desprezo completo pelo arco do Planeta Hulk (era um ótimo momento para o crescimento do personagem) e as já citadas piadas alongadas incomodam em muitos momentos, mas não impedem do filme ser o melhor da trilogia do deus asgardiano.

O filme tem três grandes arcos que se unem sem muita dificuldade, O roteiro é simples, sem nada muito complexo. A história transcorre tranquila mas em nenhum momento você fica tenso ou com medo de que algo de mais grave possa acontecer com os protagonistas. Só isso já mostra a mudança completa de direcionamento do filme.

Crítica | Thor: Ragnarok

Vale destacar as atuações de Jeff Goldblum como Grandmaster e Cate Blanchet como Hela, impecáveis em seus papéis e que fazem o filme crescer exponencialmente quando estão em tela. Hela é uma vilã com potencial enorme, sub aproveitada (como já citado) por conta do direcionamento do longa. Espero vê-la no próximo filme dos Vingadores.

Tenho por mim que a maior falta que senti nesse filme em relação aos outros da Marvel é a falta de “serviços” para com o MCU. Pouquíssimas coisas são explicadas ou dão gap para algo, nem as duas cenas pós crédito. Nessa parte, o filme ficou devendo bastante.

 Conclusão

Thor: Ragnarok é um choque. Quem for ao cinema esperando um filme de super herói provavelmente vai se decepcionar. Ele desconstrói tudo que conhecemos do MCU com boas piadas, bom tom e timing por vezes meio duvidoso. Boas atuações, roteiro correto e sem muitos problemas fazem o filme transcorrer de forma tranquila. Boa diversão, mas nada muito além disso.

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