Crítica: Transformers: A Era da Extinção

Explosões, câmera lenta, atores canastrões, a coadjuvante gostosa com shortinho e robôs gigantes. Transformers: A Era da Extinção, o quarto filme da série iniciada em 2007, segue a mesma fórmula MichaelBayana dos filmes anteriores. Uns dizem que é uma fórmula de sucesso, afinal, o filme nem estreou aqui no Brasil (que será no dia 17 de julho) e já bateu os 600 milhões de dólares pelo mundo afora. Grande parte desse sucesso foi por conta do forte investimento em propaganda com o lançamento de produtos licenciados do filme e da parceria com as produtoras Jiaflix e China Movie Channel, além da utilização de cenários como Pequim e Hong Kong, onde se passa quase metade do enredo, e a participação de Bingbing Li e Geng Han, atores populares na China.

Crítica: Transformers: A Era da Extinção

Mas isso não é sinônimo de qualidade. O filme é forçado, cheios de clichês, com diversos furos no roteiro, falas sem fundamento, personagens sem motivações condizentes e tem Mark Wahlberg. E tudo isso em cansativas 2h45 de filme!

Sai Shia LaBeouf (ufa) e entra Mark Wahlberg (que?)

Dirigido por Michael Bay, a trama de T4 se passa 4 anos após os eventos de “O lado oculto da Lua”. Com os Estados Unidos se reorganizando após a batalha em Chicago, Autobots e Decepticons desaparecem da face da Terra. Contudo, um poderoso grupo de cientistas e empresários, na busca por aprender com as invasões passadas dos Transformers, acaba ultrapassando as barreiras da tecnologia para além do seu controle. Ao mesmo tempo, uma nova ameaça Transformer coloca a Terra em sua mira.

Crítica: Transformers: A Era da Extinção

Com exceção de Optimus Prime e Bumblebee (além de uma rápida aparição de Ratchet), o elenco e robôs foram renovados. No lugar do exagerado Shia LaBeouf, entra o canastrão Mark Wahlberg no papel de Cade Yeager, um inventor-de-meia-tigela que acredita que seus inventos um dia vão tira-lo do fundo do poço financeiro, além de ajudar a sua filha quero-ser-a-Megan-Fox-mas-não-sou-tão-gostosa Tessa, interpretada por Nicole Peltz (a Katara de O Último Mestre do Ar) a entrar em uma boa faculdade.

Crítica: Transformers: A Era da Extinção

Katara (O Último Mestre do Ar) e Tessa

Certo dia, Cade, atendendo a um chamado em um cinema antigo, encontra um caminhão abandonado nos fundos do local e decide compra-lo. Chegando em seu galpão e realizando inúmeros testes (ativando o caminhão com uma simples bateria), ele descobre que na verdade é um Autobot, mais precisamente Optimus Prime.

Em paralelo, uma força comandada pela CIA em parceria com cientistas, caçam os Decepticons que estão escondidos pelo mundo. Eles querem realizar diversos estudos e aprender a lidar com os Transformers sem a ajuda dos antigos aliados, os Autobots. Mas obviamente, a humanidade está pouco preparada para lidar com a tecnologia e, aliada a nova ameaça Transformer, chega próximo de sua própria extinção.

É…

Você pode pensar: Saulo, tudo o que você falou parece ser bem legal! Mas, infelizmente, não é. O filme sofre com diversos problemas. Por exemplo, Cade é um inventor esforçado, mas claramente sem talento (igual ao Mark Wahlberg). Nas mãos dele ficou o trabalho de reativar Optimus Prime. Mas como, se ele não sabe como funciona a tecnologia alienígena? E não é só nesse momento que suas habilidades são testadas e não condizem com o nível de vida que leva.

Crítica: Transformers: A Era da Extinção

Ao acordar, Prime, muito avariado por conta da última batalha e da fuga da organização, diz que somente encontrando os Autobots ele poderia ser consertado. Após a primeira sequência de perseguição, ele copia um caminhão na estrada e ganha um novo design (inclusive no modo de batalha). Mas ele não precisava dos Autobots para isso? Outro problema, a motivação dos vilões, principalmente por parte do responsável da CIA, não tem fundamento. O filme inteiro ele fala que tudo que ele faz é para o bem do país, mas em momento algum é possível acreditar nisso.

A aparição de alguns novos Transformers me incomodou muito. Não posso dar detalhes, porque é um ponto chave do enredo. Mas alguns se transformam de carro para robô de forma mais orgânica do que mecânica, em um efeito mal feito.

Problemas…

E olha, a lista de problemas é enorme. Poderia falar dos diálogos que beiram ao ridículo. Motivações que mudam sem explicação. Shane, o namorado de Tessa. As tomadas em câmera lenta, enquadramentos, bandeiras dos Estados Unidos. O imbecil chefe de gabinete do Presidente e os inúmeros clichês. Mas vou parar por aqui. Acho que já deu para ter uma ideia do nível do filme. A única coisa boa continua sendo o design dos robôs. E só. E o filme não melhora nem com a participação de Kelsey Grammer como Harold Attinger, cabeça da organização e Stanley Tucci como Joshua Joyce, o cientista interessado na tecnologia.

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Conclusão

Obviamente, o público do filme é infantil. Mas para os mais velhos que tiveram sua infância marcada por Transformers, esse filme é uma grande decepção. Se mesmo assim você quiser assistir ao filme, não se esqueça de deixar seu cérebro em casa. Você não vai precisar.

E sinceramente, preferia ter assistido ao trailer de Planeta dos Macacos: O Confronto por 2h45.

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