Flying Colors – Second Nature

Apesar de gostar muito de música, percebi com o tempo que escrever sobre o assunto não é muito o meu forte. Fiz algumas matérias aqui para o PlayStorm, como sobre Snarky Puppy, mas definitivamente meu amigo Jonathan Miranda consegue se expressar melhor sobre música do que eu. Mas ouvindo Flying Colors, decidi compartilhar essa experiência com vocês.

O rotulado “supergrupo” foi formado em 2012 a partir de uma (ótima) ideia do produtor Bill Evans: combinar músicos virtuosos e um vocalista pop. Para isso, chamou o baterista Mike Portnoy (Ex-Dream Theater, Ex-Adrenaline Mob, Transatlantic e atualmente no The Winery Dogs), o guitarrista Steve Morse (Deep Purple, Dixie Dregs), o tecladista Neal Morse (Transatlantic), o vocalista Casey MacPherson (Alpha Rev) e o baixista Dave LaRue (Joe Satriani, Dixie Regs). Com elementos que passam pelo rock progressivo, heavy metal, folk e funk, a banda lançou seu álbum de estreia intitulado ‘Flying Colors’, um grande exemplo de harmonia, sonoridade limpa, vocais agradáveis, ótimas melodias e ricas passagens musicais. Também não é para pouco: A qualidade musical e currículo dos integrantes é incontestável. Até mesmo ‘o-então-pouco-conhecido’ Casey MacPherson cumpre muito bem seu papel. A banda foi elogiada por trazer diversidade em cada faixa.

Flying Colors - Second Nature

Da esquerda para a direita: Mike Portnoy, Casey MacPherson, Steve Morse, Neal Morse (sem parentesco com Steve) e Dave LaRue

Em setembro de 2014 a banda lançou seu segundo álbum. Second Nature justifica o rótulo de supergrupo e traz novamente o conceito de diversidade musical. Ainda que menos que o primeiro álbum. O som não sofreu mudanças. Mas é óbvio que a química musical e experiência de cada integrante levou Flying Colors a encontrar um ponto de equilíbrio.

O álbum inicia com uma porrada de rock progressivo em 12 minutos.

Open Up Your Eyes é um grande exemplo de como o grupo está mais entrosado e à vontade. A faixa lembra muito o estilo de Transatlantic, do qual Neal Morse e Mike Portnoy fazem parte. Técnica musical apurada, indo e voltando do virtuoso ao emocional. LaRue mostra porque ele é um baixista incrível. E não se limita a apenas uma ponte entre a bateria e a base. A melodia forte do baixo a partir dos 4 minutos de música. E junto com a suave voz de MacPherson é fantástica. O belo e simples solo do sessentão Steve Morse (além do seu papel no álbum) mostra porque ele foi digno de substituir Ritchie Blackmore no Deep Purple em 1994.

Posso destacar ainda algumas outras faixas como A Place In Your World, um progressivo, sem ser complexo, onde todos os vocalistas da banda cantam. A música possui um ótimo refrão em coro. Para os românticos, The Fury of My Love é uma bela balada, com ótima interação entre piano e guitarra. A voz calma e melódica de MacPherson novamente se encaixa demais. Os demais instrumentos só tornam a faixa mais marcante. Uma grande surpresa é One Love Forever, um folk com influência do progressivo e um belo solo de guitarra.

Definitivamente, Second Nature é um daqueles álbuns que merece ser compartilhado.

A Place In Your World

The Fury of My Love

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