Fora do Mainstream: Sudra

Mais uma matéria do nosso quadro especial aqui no PlayStorm. Dessa vez trazemos a banda Sudra. Originária do município de Duque de Caxias, subúrbio do Rio de Janeiro, a banda formada por Eduardo Rabello (Guitarra), Marcel Oliveira (Guitarra), Wanderson Peres (Baixo) João “Jonn” Gabriel Fernandes (Bateria) e Rafael Martins (Vocal) colocou seu primeiro single na praça intitulado “Sem Norte”. Com forte influência de Killswitch Engage nos riffs e um instrumental intrincado porém acessível, na primeira audição de cara podemos destacar a presença marcante do vocal de Rafael, contrastando (de forma positiva) com o som da banda, trazendo uma leveza e um “que” comercial ao som dos caras, sem deixar de lado uma forte identidade.

Tive a oportunidade de conversar com Eduardo, João e Wanderson para saber mais sobre esse forte nome que surge no underground. O resultado desse bate papo vocês podem conferir abaixo.

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PlayStorm – Galera, primeiramente gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho. É fantástico ver um som de tanta qualidade vindo do underground. Contem-me, como vocês se conheceram e formaram a banda?

Eduardo: Primeiramente, muito obrigado pela crítica positiva e pelo espaço. Bem, alguns de nós já se conhecem a mais de uma década, como eu e o Wanderson. Sempre tivemos esse carinho pela música, mas só recentemente decidimos tocar juntos. Contudo, em grande parte, nos conhecemos nos shows do underground do Rio de Janeiro e em um desses shows, estávamos juntos e decidimos formar a banda após muita cerveja. hahaha

Wanderson: Cara, muito gentil da sua parte, obrigado mesmo. Então, eu e Dudu nos conhecemos a mais de dez anos, mas só tivemos a oportunidade de tocar juntos à pouco tempo. Tudo graças a um show bem louco que fomos, onde eu conheci o João e o Marcel e muito curiosamente um outro amigo falou: tá ai, da pra formar a banda…e formou hahahahaha.

Jonn: Muito obrigado pelas palavras! Nosso foco maior é manter a qualidade, buscando inovar sempre! Bem, eu já conheço o Dudu desde 2008 ou 2009. Tocávamos em bandas que se apresentavam nos mesmos eventos. Sempre quisemos tocar juntos, porém a oportunidade estava um pouco distante. No segundo semestre de 2014, Eu e Dudu fizemos uma apresentação com sua antiga banda, agora com Black (Wanderson). Desta apresentação tivemos algumas reviravoltas e a vontade de tocar um projeto totalmente novo. As reviravoltas foram a entrada do Marcel e a busca por um vocalista, que resultou na entrada do Rafa. O resto está aí! Hahaha!

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PlayStorm – E a busca por essa sonoridade? Confesso que achei o som de vocês bem singular e ao mesmo tempo bastante acessível. A timbragem de guitarras me lembra Killswitch Engage, mas a pegada é bem mais “pop”, no sentido bom da coisa.

Eduardo: O instrumental surge naturalmente, levando em conta que temos um gosto bem comum para bandas e estilos. Então é bem fácil compor. Já a levada mais leve se deve ao vocal melódico, que sempre foi o que buscamos.

Wanderson: Praticamente todos nós gostamos e somos originários do metal. KSE é uma influência muito forte pra nós, mas nosso objetivo era sair dessa mesmice de berros que o underground apresenta. Eu particularmente gosto muito de ouvir, mas pra ter uma banda optamos por uma voz mais melódica. O Rafa se encaixou perfeitamente no que queríamos.

Jonn: Bem, levando em consideração que você usou as palavras mágicas “Killswitch Engage”, fica fácil de responder! Hahahaha! Marcel e eu nos conhecemos tocando em um cover deles. A banda nos inspira muito em diversos aspectos. Ajuda também a maioria dos integrantes curtirem KSE, assim como muitas bandas e vertentes similares.
O lado pop fica a cargo do Rafa, que tem uma escola mais voltada para o pop rock e MPB. Acho que isso traz uma característica mais singular e popular ao nosso som.

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PlayStorm – Pelo que fiquei sabendo, achar o vocalista foi uma tarefa árdua e ouvindo o som entendi o motivo. Uma sonoridade particular requer um vocalista de interpretação igualmente particular. Como chegaram ao Rafael?

Eduardo: Realmente foi bastante difícil. No Rio de Janeiro hoje, todo mundo só berra ou canta mpb, tornando nossa procura mais difícil. O Rafa chegou até nós por intermédio do nosso guitarrista solo, Marcel, que já teve uma banda com ele e achou válido chama-lo para o nosso projeto.

Wanderson: Não sei te dizer se é mais difícil achar um vocalista bom ou um vocalista comprometido no RJ.E  graças ao Marcel chegamos até o Rafa. Na minha opinião, se a banda começou a ir para frente foi por causa dele. O ânimo e a identidade que ele trouxe foram fundamentais para que as coisas tomassem um rumo.

Jonn: Foi bastante! Conhecemos pessoas muito maneiras neste processo de busca. Em um dado momento estávamos sem saber onde buscar. Foi aí que me lembrei do Rafa, pois já havia tentado um projeto com ele. Comentei com Marcel, já que havia participado de uma banda com ele. Daí foi apenas apresentar esse lindão pros demais e deixar a voz dele se encaixar naturalmente ao nosso som.

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PlayStorm – O single “Sem Norte” tem uma letra marcante e profunda, sem deixar de ser acessível. Como chegaram à escolha dela como single? Existem mais músicas compostas pra um vindouro álbum full?

Eduardo: Para ser sincero, a escolhemos simplesmente por ser a música que mais gostamos e justamente por ser mais “acessível”. Existem outras músicas sim, que compõe a set list do show e que se transformarão em um EP no meio do ano.

Wanderson: A escolha foi unânime, tinha que ser essa música. Ela resume tudo o que a banda quer passar com seu som e sim, existem outras músicas que entrarão em um futuro EP. Logo logo estaremos de volta aos estúdios.

Jonn: Cara, se eu te contar a história dessa música não saio daqui hoje! Hahaha
Foi uma escolha meio que óbvia! É o som mais convidativo que temos, nos permitindo mostrar as principais características da Sudra em um single, o que era nossa principal ideia. A letra é bem profunda mesmo. Pudemos dizer muito, alcançar muitas pessoas através dela.
Sim, estamos trabalhando no lançamento de nosso EP. Ainda há muito pra mostrar!

PlayStorm – Para finalizar, gostaria de saber o que podemos esperar da Sudra daqui pra frente e desde já agradecer não só pela entrevista mas pelo excelente trabalho, que só enobrece a cena nacional.

Wanderson: Uma coisa eu posso dizer: não esperar coisas repetidas ou que todas as músicas se pareçam. Prezamos muito por fazer um som onde todos se identifiquem e como pessoas são diferentes, coisas diferentes aparecerão sem perder a nossa característica.
E nós que agradecemos. Sempre uma honra poder divulgar nosso trabalho através de pessoas que gostamos.

Jonn: Esperem sempre qualidade e identidade! Nosso foco é manter um som original, para que diversas pessoas possam se identificar.
A gratidão é toda nossa! Divulgar nosso trabalho é o que mais queremos fazer. Muito obrigado pela oportunidade!

Pra quem se interessou em saber como é o som dos caras, veja abaixo o clipe de “Sem Norte”

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