Last Day of June

Sou do tipo que acredito que o conteúdo importa bem mais que a forma. Daqueles que não liga para o traço do desenho, se a história da HQ for boa. Que não se importa se o livro é velho, mal cuidado, com fonte feia, desde que te envolva, te prenda. Um grande exemplo disso são alguns memes da internet. São colagens mal feitas, recortes toscos e montagens horrorosas. Mas a ideia é boa, a piada é engraçada, e no fim, é só isso que importa. Last Day of June é assim.

Não que o jogo não seja bonito. Ele tem cores lindas e um tom cartunesco e divertido em seus traços, mas definitivamente, ele não foi feito para ser um jogo visualmente bonito. O que importa mesmo é o que ele tem pra contar.

O jogo do estúdio italiano Ovosonico é um história sobre a morte e como lidamos com ela.

Last Day of June

Carl, o protagonista do jogo, perde a sua esposa Jane em uma acidente de carro, justamente no dia em que ela iria contar para ele uma grande novidade. Não bastasse a dor da perda da sua amada, o acidente coloca Carl em uma cadeira de rodas.

Os quadros que Jane pintava despertam memórias que são capazes de fazer com que Carl reviva aquele dia várias vezes, mas sob perspectiva de diferentes personagens da história, como a criança que forçou Carl a desviar o carro e causar o acidente.

Conforme se aventura pelos quadros, Carl tem o poder de reviver e redefinir a história com base nas decisões que toma, e assim, tem a oportunidade de salvar Jane do acidente. Mas quais são os limites que você quebraria para isso? Até onde você iria para salvar quem você ama?

A jogabilidade simples nos ajuda a tornar a experiência mais rica e imersiva, e delicadamente nos mostra o quanto pode ser frustrante a vida de um cadeirante quando precisa alcançar objetos em prateleiras altas, ou quando há uma simples pequena escada no seu caminho. Mesmo que o foco do jogo não seja esse, essa perspectiva é apresentada com sutileza e eficiência.

Last Day of June

Não posso deixar de mencionar o incrível trabalho de som durante todo o jogo.

Os personagens não falam e nem tem expressões faciais, mas isso não quer dizer que você não consiga perceber nitidamente suas emoções, reações e sentimentos através dos sons que emitem.

A trilha sonora é parte fundamental da experiência do jogo, sempre com o papel de reforçar e complementar a narrativa.

A repetição de cenas, parte da estrutura narrativa, pode ser um pouco cansativa, mas faz com que a gente sinta a exata angústia e desespero de Carl em tentar alterar os eventos daquele fatídico dia.

Como se estivéssemos presos em um loop temporal, cada alteração no passado traz novas consequências ao futuro. Mas isso será o bastante para mudar o destino de Jane?

Conclusão

Last Day of June não é um jogo. É uma experiência narrativa incrível. Emocionante, tocante e que definitivamente estreita ainda mais a linha que separa os games do cinema.

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