Mad Max Fury Road: Quando menos é mais

Explosões, carros destruídos, fogo para todos os lados, personagens fantásticos, homens transformados em messias e um mundo pós apocalíptico. Tudo isso nos remete à grandes blockbusters dos últimos anos não é mesmo? E com essa lembrança vem na mente as imagens lotadas de efeitos especiais, green walls e afins. É meus amigos, mas não com Mad fuckin Max: Fury Road.

Nadando contra a maré

Num mar dominado pelos efeitos especiais computadorizados, o revisit de Mad Max brilhantemente estrelado por Tom Hardy e Charlize linda-até-careca-e-sem-um-braço Theron apostou na “simplicidade”. Mais de 80% de tudo que se vê no filme é absolutamente real. O fogo queima. Os carros realmente ficam destruídos. Os dublês (e atores) completamente f#*@dos e o resultado é no mínimo sensacional.

A grande ideia dos produtores do filme foi passar a maior sensação de realidade possível dentro daquele universo. Com tudo acontecendo ali, de forma real, a “compra” dessa idéia fica infinitamente mais fácil. E isso sem deixar de ser um épico de ação (o melhor desde Terminator 2, diga-se de passagem) e prender o espectador do começo ao fim. Muitos que estão aqui lendo dirão: “Mas efeitos especiais computadorizados são tão legais”. Sim jovem padawan fã de Avengers, são sim e em momento algum disse o contrário. Porém o tapa na cara dado pela produção de Mad Max mostra que a ação de verdade está muito longe do computador.

mad max corpo

Nova tendência?

Visto todo o sucesso de Mad Max Fury Road mesmo indo de encontro ao que a indústria prega, fico pensando se atrocidades como Transformers e Tartarugas Ninjas continuarão tendo êxito com sua ação fabricada em computadores top de linha e captações de movimento. É nítida a diferença de qualidade na “veracidade” da ação nos dois casos e o público já percebeu isso. Rezo para que a indústria enxergue isso e prime pela ação mais real, mais convincente.

Ver a expressão no rosto de um ator que faz esse tipo de filme leva você a crer que tudo aquilo poderia estar acontecendo ali na esquina da sua rua, tamanha é a verdade que lhe é passada. Estou particularmente de saco cheio desses efeitos computadorizados que tiram (e muito) a graça de atuações e cenas. O progresso dos efeitos é algo muito bom. Mas que não pode ser explorado como uma prostituta barata sofrendo na mão de um cafetão de beira de estrada. Tudo que é demais soa artificial, forçado. Falta saber se a indústria compra essa ideia ou vai continuar transformando atores com cara de filhinho de mamãe em astros de filme de ação, por que na frente de uma tela verde todo mundo é durão.

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