Melhores discos de todos os tempos #11 – Nine Inch Nails – The Downward Spiral

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Mais uma edição da coluna semanal sobre música aqui no Playstorm. Dessa vez coloquei uma meta em minha cabeça: Iria falar, sem exceção, do álbum nº 200 da lista dos “500 maiores álbuns da história” da famosíssima revista “Rolling Stone”. E para minha surpresa (mesmo) o referido álbum era o disco mais conceituado dos americanos do Nine Inch Nails, “The Downward Spiral”.

Melhores discos de todos os tempos #11 – Nine Inch Nails – The Downward Spiral

Nunca fui fã da banda capitaneada por Trent Reznor. Não sei o motivo ao certo, mas nunca me interessei em ouvir um disco inteiro. Ouvia uma música aqui, outra acolá, até achava o som bacana mas tinha uma “preguiça” danada em sentar e prestar atenção em um álbum por completo. Pois bem, assim como na vida pessoal eu coloquei um ponto final no sedentarismo, pois comecei a fazer (apanhar no) boxe, estendi isso aos ouvidos e dei a merecida chance ao disco mais famoso dos caras. E porra, ainda bem!

F**k you like an animal!

Os americanos do NIN, liderados (em todos os sentidos musicais) pelo supracitado Trent Reznor, sempre fundamentaram seu som no pouco conhecido “rock industrial”. Ai vocês me perguntam: “Mas o que diabos é rock industrial?”. Se acalmem jovens, eu vos digo. Rock industrial é uma mistura de guitarras com timbragens normalmente mais baixas, aliadas à efeitos e batidas tipicas da música eletrônica. Some a isso algumas linhas de teclado, vocais “perturbadores” e uma boa bateria e voilá, eis o rock industrial. Certamente não é das vertentes mais populares do rock, mas quando é executado com competência, resulta em ótimas bandas. E esse certamente é o caso do NIN.

Melhores discos de todos os tempos #11 – Nine Inch Nails – The Downward Spiral

Sem mais delongas, vamos ao disco. “The Downward Spiral”, lançado em Março de 1994, é o terceiro disco da banda e é considerado um marco do gênero. As letras perturbadoras, as melodias sombrias e a performance vocal bem acima da média de Trent fazem o disco ser coeso, pesado e de fácil audição. Começando com a intrigante Mr. Self Destruct, com um fortíssimo trabalho de sintetizador e linha vocal absolutamente perfeita (Marilyn Manson bebeu dessa fonte até se embriagar). Piggy vem em seguida, trazendo uma levada mais arrastada, com excelente linha de baixo e, novamente, belo trabalho vocal de Trent. Seguindo, temos Heresy, com sua letra de confronto religioso. Grande faixa, que poderia facilmente soar como mero ataque ateu contra o cristianismo mas consegue ser algo bem maior.

Veloz!

A veloz e famosa March of the Pigs tem uma levada de punk rock muito marcante no começo e se mostra uma música de arena sensacional, com quebras sensacionais. Chegamos a música mais famosa do disco, Closer. Uma das faixas mas angustiantes do disco, com uma levada absolutamente “dark” e um refrão forte. “I wanna fuck you like an animal” e o merecido posto de destaque do disco. O disco segue sem percalços com Ruiner, The Becoming e I Do Not Want This. Em Big Man With A Gun, o vocal de Trent volta a se apresentar de forma primorosa, com um couro sensacional no refrão. Melhor refrão do disco, de longe.

A instrumental A Warm Place vem como uma introdução para ótima Eraser e sua explosão de revolta nos segundos finais. Grande momento do disco. Agora chegamos ao momento menos brilhante do disco, com Reptile. Boa música, sem sombra de dúvidas, porém abaixo do resto da obra. Não tira a coesão do álbum, porém não faria falta se não estivesse. A faixa título é a mais sombria do disco, talvez trazendo toda a introspecção e perturbação de Trent. Altas doses de efeitos e sons macabros, lembrando muito um cenário steampunk.

Fechando a obra, temos Hurt, uma música que me deixou bastante inquieto. Faixa com temática muito pesada, mostrando bem qual foi o clima presente em todo o disco.

Resumo final

Uma obra fantástica de uma mente perturbadora. Trent Reznor sabe como ninguém transportar para sua música um clima inquieto e sombrio, misturando isso ao seu vocal perfeito em grande parte do tempo. Realmente um marco na história do rock mundial. E o 200º lugar na lista da Rolling Stone ficou muito aquém a obra, top 100 na minha opinião seria mais justo. Recomendo sem medo.

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