O Exterminador do Futuro: Gênesis

A série O Exterminador do Futuro é, de longe, uma das mais conhecidas e adoradas da história do cinema, por conta dos excelentes dois primeiros filmes, O Exterminador do Futuro e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final. Mas o terceiro, O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas, e quarto, O Exterminador do Futuro: A Salvação, são filmes a se esquecer (pelo menos em relação ao enredo).

O quinto filme da série chegou aos cinemas há poucos dias com, pelo menos para mim, a missão de limpar os últimos filmes da memória e recuperar toda a força da franquia. O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator: Genisys), dirigido por Alan Taylor (Thor: O Mundo Sombrio) e escrito por Laeta Kalogridis (do ótimo Ilha do Medo) e Patrick Lussier (do péssimo Dracula 2000), é considerado o reinício da série.

Gênesis trás praticamente a mesma premissa do primeiro filme: Em 2017, um super computador chamado Skynet será criado para controlar toda a rede de defesa americana, porém sairá de controle e considerará todos os humanos uma ameaça, provocando uma guerra nuclear. Os sobreviventes serão cercados e enviados para campos de extermínio. Em 2029, a resistência humana contra as máquinas é comandada por John Connor (Jason Clarke). Ao saber que a Skynet enviou um exterminador ao passado com o objetivo de matar sua mãe, Sarah Connor (Emilia Clarke), antes de seu nascimento, John envia o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta ao ano de 1984, na intenção de garantir a segurança dela. Entretanto, ao chegar, Reese é surpreendido pelo fato de que Sarah tem como protetor outro exterminador T-800 (Arnold Schwarzenegger), enviado para protegê-la quando ainda era criança.

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Para quem se lembra exatamente da história dos primeiros filmes, as datas e o fato de Sarah já possuir um T-800 é um tanto surreal. É exatamente aqui que a história é “reiniciada”. Os elementos da série estão lá: Viagem no tempo, perseguições, robôs, Arnold Chuázenéger Schwarzenegger, Sarah e John Connor, Skynet… Mas para fazer esse reboot, os roteiristas criaram um paradoxo dentro dessa viagem no tempo: Em algum momento no futuro, um T-800 será enviado para salvar a jovem Sarah Connor e vai criá-la como sua filha (aparentemente instantes depois de seus pais morrerem em um misterioso ataque). Isso muda totalmente a história da série. Todo que vimos nos primeiros filmes fica alterado. E aqui vem a grande heresia: O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, o melhor filme da série, é praticamente apagado nessa nova linha do tempo. Nãããããããão!

O Exterminador do Futuro: Gênesis

A Skynet, entendendo que com essa alteração na linha temporal corre o risco de ser extinta, envia alguém para alterar os planos iniciais, incluindo o dia da sua ativação (e por consequência, o dia do ataque nuclear). Sai 1997, entra 2017. E como fazer isso sem que nossos heróis percebam a diferença? Se camuflando em um sistema operacional que interligará todos os dispositivos possíveis, como computadores, smartphones, carros, chamado Genisys. Resta a Sarah Connor, Kyle Reese e Papi T-800, descobrirem o plano e impedirem Genisys de exterminar a humanidade.

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Emilia “Khaleesi” Clarke está ótima no papel de Sarah Connor, mostrando que a sua experiência em Game of Thrones valeu a pena, Jai Courtney cumpre bem seu papel como Kyle Reese e Arnold Schwarzenegger faz um ótimo velho, mas não obsoleto, T-800. O restante do elenco fica um tanto apagado. Quem possui um papel de maior peso também é Jason Clarke. Mas é um fraco (vilão, como pôde ser visto nos trailers) John Connor. Aliás, o único John que realmente foi bem no cinema, foi Edward Furlong no segundo filme. Outra rápida e fraca aparição é o T-1000 (o exterminador de metal líquido).

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Conclusão

Se você for ao cinema esperando por um filme que reviverá aqueles ótimos clássicos, bem, vai ficar decepcionado. O filme não é ruim, e preciso deixar isso bem claro. É um bom filme de ação. Com algumas doses de comédia (Arnold e seu estranho sorriso). Mas peca ao deixar os fãs da série de lado para apenas atingir um novo público. Isso sem contar os buracos que ficam no enredo. Como a inexplicável chegada do T-800 anos antes do primeiro filme da série. É sério, não explicam isso no filme. Além do fato de terem utilizado somente dois elementos de T2: O Julgamento Final. Isso para mim, foi decepcionante demais. Quem sabe no próximo filme, não é? Afinal, a previsível cena pós-crédito entregou essa possibilidade…

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