PlayStorm Indica #5 – Behemoth – The Satanist

O mundo do heavy metal enfrentou recentemente um hiato enorme em relação a lançamentos de qualidade. Pouquíssimos álbuns realmente se destacavam e a mediocridade tomava conta. Porém, o ano de 2014 vem nos presenteando com gratas surpresas. E o melhor de tudo: alguns ótimos álbuns de bandas já consagradas, como é o caso dos poloneses do Behemoth.

O Behemoth é uma banda polonesa de black metal formada em 1991 pelo vocalista Nergal, então com 15 anos de idade (!!!). A banda fez um enorme barulho dentro da cena black metal undergroud européia e aos poucos chegou ao mainstream. O som, que no começo era um black metal bem cru, foi gradualmente se encaixando mais ao death metal, mas sem perder as características iniciais da banda. Hoje em dia, a banda conta em sua formação com Nergal (vocal e guitarra), Inferno (bateria), Orion (baixo) e Seth (guitarra).

O MELHOR ÁLBUM DO ANO (ATÉ AGORA)

“The Satanist”, 10º álbum, traz uma banda muito segura do novo caminho que vem trilhando, que começou dez anos atrás com o lançamento de “Demigod”. Aos poucos, Nergal aprimorou o seu gutural, cada vez melhor articulado. O som, que era mais reto e pesado, se tornou bastante intrincado. Com quebras de ritmos e constantes mudanças de andamento, sem perder o clima sombrio.

O álbum começa com “Blow Your Trumpets Gabriel”. Com riffs marcantes e uma performance vocal surpreendente de Nergal, o som está bem acima da média.  O álbum segue matador com a dobradinha subsequente, “Furor Divinus” e “Messe Noire”, até chegarmos à melhor faixa em minha opinião. “Ora Pro Nobis Lucifer” é daquelas músicas que nascem pra ser um clássico. Do riff extremamente marcante do refrão até a segunda parte que quebra totalmente o andamento, com uma marcação mais lenta e forte, tudo se encaixa brilhantemente. As transições de andamento são feitas de forma primorosa, com uma precisão cirúrgica. Arrisco dizer que é a melhor música que ouvi esse ano. Na sequência, temos “Amen”, que começa como uma típica porrada black metal old school e termina com a quebra de andamento típica dessa nova fase da banda polonesa.

Faixa título

Chegamos enfim à faixa título, uma música épica e bem diferente do resto do cd. Um andamento mais cadenciado, quase uma “balada” (se tratando de Behemoth). Orquestrações muito bem feitas e um vocal inspirado de Nergal fazem com que essa música se destaque ao longo do cd, fazendo jus ao posto.

Em seguida, somos agraciados com “Bem Sahar”, faixa com influência gritante de prog metal (quem diria!). Instrumentos em tempos diferentes, linha vocal com muitas variações (que refrão fantástico!) e uma cozinha matadora fazem da faixa mais um dos muitos destaques desse álbum.

“In the Absence Ov Light” é a música mais reta do cd, aproximando a banda de sua época pré “Demigod”, e serve de preparação para o gran finale, a excelente “O Father O Satan O Sun”. A longa música (07:13), em momento algum soa cansativa ou arrastada demais. Ela cresce aos poucos, presenteando o ouvinte com um “resumo” de tudo que foi ouvido no cd até então. Estão presentes os riffs marcantes, a bateria afiada de Inferno, a linha de baixo sombria e o vocal muita acima da média de Nergal. Um desfecho mais do que perfeito.

RESUMO FINAL

Um álbum fantástico. Esse é o adjetivo mais correto para darmos a esse petardo lançado pelos poloneses do Behemoth. Brutal, sombrio e absurdamente técnico. O álbum agrada em cheio aos fãs do estilo e com certeza trará novos fãs a banda. E cada vez mais marcando território como uma das melhores do gênero no mundo. Ouçam, sem medo do satanás.

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