PlayStorm NÃO Indica #1: Imagine Dragons

O mundo da música possui algumas particularidades interessantes. Muitos artistas de incontestável talento não conseguem nunca o reconhecimento (financeiro e popular) que merecem, enquanto outros artistas de talento duvidoso ou praticantes do famoso “mais do mesmo” sobem rapidamente ao estrelato, alcançando muitas vezes um status que não “merecem”. Uso as aspas por que merecimento é algo absurdamente subjetivo, mas qualidade não. E ai temos o Imagine Dragons.

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Radioactive waste

A banda, formada em 2008 no estado americano de Nevada, executa aquele típico som “indie alternativo” que tem feito um sucesso desgraçado no mundo todo. Letras introspectivas, instrumental minimalista e aquele ar pedante. Até aí, seria só mais uma banda. Mas p#$% é só mais uma banda mesmo!

Todo santo dia eu ouvia alguém falar da tal banda, que era “o frescor que o rock precisava”, que era um “fenômeno” e coisas do tipo. Pensei comigo mesmo: “Caralho…deve ser uma banda boa mesmo. Vou ouvir o (único) cd deles”. Chegando em casa, baixei o tal “Night Visions” pelo Deezer (não sabe o que é? Leia nossa matéria sobre aqui) e estou até agora esperando o que me falaram da banda.

O disco começa com a radiofônica (e absolutamente chata) “Radioactive”. Refrão grudento e climão Coldplay imperando (no mal sentido, apesar de eu gostar de Coldplay). O disco vai seguindo, os efeitos vão se repetindo e quando você se dá conta, está na quinta faixa, chamada “On Top of the World”, que a única lembrança boa é o game “Fifa World Cup Brazil 2014”, pois a mesma consta em sua trilha sonora. As faixas subseqüentes nada apresentam de novo, repetindo os mesmos efeitos das anteriores num ciclo infinito e monótono. O disco original conta com treze faixas (que parecem uma única grande faixa de 42 minutos e 10 segundos intermináveis) e a versão “deluxe” acrescenta mais cinco faixas, e mesmo assim nada muda.

É impressionante como uma banda que apresenta um som tão repetitivo e genérico consegue tanto destaque na mídia, ao ponto de faturar o Grammy desse ano como “melhor performance de rock”. Sabemos que essas premiações giram em torno de any interesses que não a música, mas é preocupante demais ver uma banda como essa ser tratada como “a salvação do rock mundial” e “fenômeno”, coisa que passa longe, muito longe dos caras. Temos várias (eu disse VÁRIAS) bandas que merecem muito mais essa “responsabilidade”, pois têm cancha para tal, como os californianos do Rival Sons por exemplo. Não conhece? Calma…na próxima semana falarei deles aqui.

Imagine-Dragons-photo

Resumo final

Imagine Dragons não é nem sombra disso tudo que dizem por aí. Som insosso, chato mesmo. E, por mais incrível que pareça, possui fãs tão xiitas quanto os (igualmente chatos) Los Hermanos. Acham a banda a “maior expressão artística pós moderna do século”. E se você não gosta você está errado e não tem sensibilidade musical. Bem, se a falta de sensibilidade musical está atrelada a não gostar dessas bandas citadas, podem me chamar de paquiderme. (E se não sabe o que é paquiderme, pesquise no Google ca#%lho)

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