The End of The F***king World (Netflix)

Cada dia que passa essa lindona da Netflix nos surpreende com conteúdos diferentes e de boa qualidade. Diversificando suas série e filmes (saindo do mercado norte americano), ganha principalmente em fator surpresa. Esse é o caso de The End Of The F***king World, produção do Reino Unido distribuída mundialmente com exclusividade pela Netflix.

James (Alex Lawther) ainda não sabe, mas está prestes a mudar de vida com a chegada de uma garota nova no seu colégio. Assim como ele, a novata Alyssa (Jessica Barden) também tem problemas em se relacionar com outras pessoas e se vira muito melhor sozinha. Aos olhos alheios, são apenas dois adolescentes estranhos, para eles, trata-se da parceria perfeita.

Muito mais do que humor negro

Com curtos capítulos de 20 minutos, a série nos apresenta de cara o típico humor britânico. Com bom timing e alta taxa de acidez, pode surpreender (negativamente) nos primeiros momentos. Confesso que a série demora a realmente engrenar e mostrar o seu real cerne. Até o quarto capítulo (de oito), tudo parece não fazer muito sentido. Mas logo os plots chegam (em sequencias excelentes, aliás) e tudo faz muito (MUITO) sentido.

The End of The F***king World (Netflix)

Não se trata de uma série infanto juvenil. Longe, bem longe disso. Dois adolescentes (quase jovens adultos) com seríssimos traumas psicológicos acham, um no outro, motivos para entender seus medos. E o progresso de todo esse auto conhecimento é doloroso e agoniante muitas vezes.

Sendo uma série curta e com pouco mais de duas horas de duração no total, o trabalho não é nada fácil. Fazer com que você compre as motivações dos protagonistas, dando corpo para o background que colore a história não é tarefa simples. E o roteirista Charlie Covell consegue executar isso com primor.

Tecnicamente excelente

Nos quesitos técnicos, o padrão alto continua. As atuações de todo elenco tem um bom nível, mas os protagonistas realmente se destacam. Alex Lawther (James)  e Jessica Barden (Alyssa) tem uma química invejável. Numa série que transita pelo drama e humor negro, pequenos deslizes poderiam se tornar erros enormes. Porém os dois seguram muito bem a onda.

A trilha sonora é outro ponto fortíssimo. Muitas das vezes ela é usada para gerar o humor da cena, contrastando com o que acontece na tela (ou tirando sarro mesmo). Estar com o inglês em dia ajuda (bastante) nesses momentos. Outro ponto que eu gostaria de destacar é a fotografia. Simples, minimalista e muito acertada. Numa série que tem seu foco em dramas pessoais, conseguir que a fotografia seja um ponto agregador é um enorme mérito.

O que achamos de The End Of The F***king World?

A série é uma grata surpresa. Forte e ao mesmo tempo minimalista. Um trabalho de direção excelente, ótimas atuações e um final extremamente corajoso. Torço para que não tenha uma continuação, pois o final completa o arco mostrado na série. Uma possível segunda temporada poderia estragar a experiência da primeira.

Obs.¹: A produção da série disse que vê “com muita dificuldade” uma segunda temporada acontecer. Amém.
Obs.²: É estranho ver a Yara Greyjoy não sendo Yara Greyjoy.

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