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Wolverine: Velho Logan

Cinquenta anos no futuro, os super-heróis perderam a batalha contra os vilões. Os Estados Unidos foram conquistados e divididos em feudos, com áreas pertencentes ao Abominável (depois conquistado pelo Hulk), Magneto (depois conquistado pelo novo Rei do Crime), Doutor Destino e o “Presidente”. Os heróis foram eliminados, com alguns poucos sobreviventes escondidos e espalhados pelo país. Logan vive com sua esposa Maureen e seus filhos Scotty e Jade em um lote de terra estéril em Sacramento, Califórnia, agora parte do território da gangue dos Hulk. Ele precisa de dinheiro para pagar o aluguel para os proprietários deste território: os netos do Hulk. A fim de pagar o aluguel, Logan aceita um trabalho oferecido pelo, agora cego, Gavião Arqueiro: ajuda-lo a atravessar todo o país, para Nova Babilônia, e entregar um pacote secreto e ilegal que Logan acha que se trata de drogas. Mas as coisas acabam saindo do controle.

Wolverine: Velho Logan foi originalmente publicada em 2008, com roteiro de Mark Millar (Guerra Civil e Superman Entre a Foice e o Martelo) e desenhos de Steve McNiven. Em 2008, ela foi publicada aqui no Brasil pela Panini Comics.

Definitivamente Mark Millar sabe contar histórias. O enredo dessa HQ é denso, brutal e surpreendente. Logan, agora um pacato fazendeiro, é uma sombra do que já foi. Algo aconteceu durante a batalha contra os vilões que o tornou um homem quebrado: Ele prometeu que nunca mais sacaria suas garras ou utilizaria a violência para resolver seus problemas. O grande trunfo da história é exatamente o mistério por trás disso. Outros detalhes da história como quem é o Presidente (que é revelado quase no final da história) e a origem dos netos do Hulk, criam essa nuvem de suspense e prende o leitor.

Os desenhos de Steve McNiven são incríveis. Além dos personagens bem expressivos, a clara inspiração no cinema (com closes e panorâmicas) e no mundo distópico de Mad Max tornam Velho Logan uma bela obra.

Mas nem tudo são flores. A história acaba sendo resumida em certas partes. Gostaria que o enredo tivesse explorado o que aconteceu com uma lista maior de heróis e vilões após a batalha. Apesar de algumas menções aos personagens e ver descendentes (como a neta do Homem Aranha), Millar poderia ter mostrado um pouco mais. Outra coisa, a batalha final é até previsível. É visualmente brutal, mas poderia ter sido melhor trabalhada. Ainda assim, o final é surpreendente. Vale cada centavo!

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Saulo Martins

Saulo Martins

Pai, Designer e Gamer. Vai escrevendo sua opinião fecal sobre as coisas enquanto arruma um tempo para ler alguns livros e jogar League of Legends.