Crítica – Kingsman: Serviço Secreto

A temporada de filmes adaptados de quadrinhos começou, mas este é um filme que foge da linha “super-herói” que vem tomando conta das telonas.

Em Kingsman: Serviço Secreto, Gary “Eggsy” Unwin (Taron Egerton) ficou órfão ainda pequeno. Ele vive com sua mãe, uma mulher constantemente maltratada por seu padrasto. Vivendo em um ambiente assim, Eggsy se tornou uma pessoa um tanto desajustada. Após roubar um carro e ir para a cadeia, Harry “Galahad” Hart (Colin Firth), amigo de seu pai e membro da Kingsman, uma organização britânica super secreta, o ajuda e, vendo seu potencial, decide convidá-lo a treinar para a organização. Eggsy terá que se adaptar a nova realidade, enquanto passa pelo programa de treinamento super competitivo da agência (ou nas palavras de Merlin, a “mais perigosa entrevista do mundo”). É quando um vilão, com um plano que ameaça o mundo todo, aparece e a organização se torna a única esperança da humanidade.

Crítica – Kingsman: Serviço Secreto

Matthew Vaughn é responsável pelo roteiro com Jane Goldman (Kick-Ass), e também assumiu a cadeira de diretor do filme, em mais uma adaptação de uma das obras de Mark Millar, responsável por muitos roteiros de histórias em quadrinhos populares dos últimos anos (como Guerra Civil, Kick-Ass e Superman Entre a Foice e o Martelo – Esse último você pode conferir em nossa matéria especial). A parceria Vaughn-Millar não é nova: os dois trabalharam juntos na adaptação de outra HQ de Millar, Kick-Ass. Vaughn ainda é responsável por outro filme bem conhecido dos fãs de quadrinhos, X-men: Primeira Classe.

Crítica – Kingsman: Serviço Secreto

Se você leu a sinopse e lembrou-se de algum filme antigo de James Bond, não é à toa. Kingsman: Serviço Secreto é uma grande homenagem ao agente mais conhecido da grande tela, inclusive, tendo seu nome citado em alguns momentos, sem contar os gadgets de fazer inveja ao Q, a presença do Martíni, bebida imortalizada pelo agente britânico e os agentes Kingsman serem educados e bem vestidos, no melhor estilo inglês. Além disso, o estereotipado vilão Valentine (vivido por Samuel L. Jackson) não poderia ser melhor. Ele é um gênio bilionário, sádico e cômico, que não pode ver uma gota de sangue de suas vítimas.

Crítica – Kingsman: Serviço Secreto

O elenco é formado, em sua grande maioria, por britânicos, o que para mim, é outra homenagem à 007. Além de Colin Firth e Taron Egerton, o filme conta com a participação, de Michael Cane, como Arthur, chefe da organização, Mark Strong, como Merlin, responsável pelo treinamento dos recrutas, Jack Davenport, como Lancelot e Sophie Cookson, como Roxy. Destaque também para os não-britânicos Luke Skywalker Mark Hamill, como Professor Arnold, e Sofia Boutella, como Gazelle, braço direito do vilão.

Crítica – Kingsman: Serviço Secreto

Kingsman: Serviço Secreto é um ótimo filme de ação com boas doses de humor. É um longa-metragem que me surpreendeu e foi além das minhas expectativas. Vale muito a pena assisti-lo. As atuações são ótimas, afinal, com um elenco desse, era o esperado. Este é o segundo filme de Taron Egerton. Ele consegue muito bem mostrar a evolução do garoto desajustado até o mulherengo super espião. As cenas de ação são muito bem coreografadas. Destaque para a cena da igreja (que não consegui deixar de comparar com a cena de Kick-Ass em que Hit-Girl é brutal naquele corredor), ao som de Lynyrd Skynyrd. Aliás, eu nunca mais ouvirei Free Bird do mesmo jeito.

Curiosidades:

– Mark Hamill está presente nos quadrinhos, como ele mesmo. O ator aceitou fazer uma participação especial no filme como o Professor Arnold.
– Os agentes Kingsman utilizam codinomes relacionados ao Rei Arthur, lendária figura britânica. Colin Firth utiliza o codinome Galahad, um dos Cavaleiros da Távola Redonda e um dos três que conseguiu alcançar o Santo Graal. Jack Davenport utiliza Lancelot, outro cavaleiro da Távola Redonda e comumente apresentado como o maior campeão do Rei Arthur. Mark Strong utiliza Merlin, mago, profeta e conselheiro do rei.

Veja o trailer:

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