Opinião: Games violentos tornam pessoas violentas?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou novamente uma bandeira contra jogos violentos. Digo novamente porque lá em 2012, o topetudo disse que games violentos deveriam ser parados, afinal, estavam criando monstros. Agora, Trump entrou novamente nessa discussão por conta dos tiroteios em massa que estão ocorrendo nos Estados Unidos. Representantes da indústria de games então solicitaram uma reunião com o presidente, em prol de ao menos minimizar a imagem negativa que o assunto vem sendo tratado.

Bem, durante a reunião, a Casa Branca apresentou uma compilação de imagens de jogos violentos.

Nós, gamers, sabemos que os jogos não se limitam apenas à violência. Ela faz parte sim da narrativa, mas é apenas detalhe de um todo, assim como, por exemplo, em filmes de guerra. Dizer que games violentos tornam pessoas violentas é tirar a responsabilidade de quem deveria educar as crianças para não torna-las violentas no futuro: pais, educadores, governantes. Cada um com seu nível de responsabilidade, claro. Não adianta nada dizer que a indústria de jogos é prejudicial, se dentro de casa não existem limites.

Cito um exemplo que aconteceu comigo. Um dia, fui a uma loja de games e dei de cara com um pai comprando GTA para seu filho, que tinha em torno de 10 anos. O atendente até informou que o jogo não era recomendado para menores de 18 anos, mas resposta do pai foi “eu sei, mas ele não para de encher o meu saco para comprar esse jogo para ele.” Que belo exemplo de responsabilidade, não é?

Uma pessoa decidir pegar uma arma, entrar em uma escola e matar seus colegas, possivelmente está diretamente ligado ao que ele sofre dentro de sua casa ou em ambiente escolar. Uma criança pode tornar seu sofrimento em exemplo do que fazer no futuro ou do que exatamente não fazer. Games não tornam pessoas violentas, assim como aquela novela que explora a traição, não torna maridos ou esposas infiéis. Isso faz parte de quem a pessoa escolher ser.

Os games não me tornaram violento, mas me proporcionaram momentos de alegria, emoção e, principalmente, grandes amizades. Porque eu escolhi isso.

Para finalizar, o Games for Change publicou uma alternativa ao vídeo da Casa Branca: um vídeo que mostra o lado positivo dos games (e que, claro, não foi mostrado no outro vídeo).

Grande parte dos jogos mostrados no vídeo são violentos, mas nem por isso deixam de passar uma boa mensagem ou de ser emocionantes. Quem jogou The Last of Us sabe o quanto o jogo é violento, mas como uma cena como a jovem Ellie vendo pela primeira vez uma girafa é tocante.

Os games tendem a mostrar uma coisa, que talvez quem tem uma visão limitada sobre o assunto (ou qualquer outro) não consegue enxergar: Somos responsáveis pelas nossas escolhas. Quem sabe um dia os governantes, como o presidente americano, consigam olhar para o assunto e enxergar a responsabilidade de cada um, e que a solução para o problema está dentro de cada um de nós.

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