Preacher – 1ª Temporada

Ok, antes de começar a falar da série, tenho que dizer que ela é baseada em um quadrinho da DC Comics da linha Vertigo. Ela é super cultuada pelos fãs por N fatores. O principal é por não ser uma revista de super-heróis. E sim de um anti-herói, um padre, com inúmeros defeitos e vícios, de uma pequena cidade no Texas. Mas serei sincero, nunca li a HQ escrita por Garth Ennis e desenhada por Steve Dillon. Então minha analise se baseará apenas no que foi visto ao longos dos 10 episódios que teve a primeira temporada.

Preacher 02

A história da série é centrada no pastor Jess (Dominic Cooper de Capitão América O Primeiro Vingador). Em um momento de dúvida sobre sua fé, Jess é incorporado por uma entidade celestial chamada Gêneses, que lhe confere o dom da voz e lhe dá o poder de ordenar as pessoas a fazerem tudo que ouvirem. Em posse disso, Jess tenta levar o evangelho para os habitantes da cidade a modo de salvá-los. Mas não conta com a aparição de sua ex-namorada Tulipa e do vampiro irlandês Cassidy. E muito menos com dois anjos com a missão de recuperar Gêneses.

Antes de falar qualquer coisa sobre a série, tenho que falar que apesar de não ter lido, como já citei, conheço os personagens e a história superficialmente, e posso dizer que eles estão muito bem caracterizados. Dominic Cooper ficou idêntico a sua contraparte nos quadrinhos. Assim como a caracterização de sua igreja e da cidadezinha no Texas. E também a série é muito bem produzida. Já que ela tem um grande nome como seu “showrunner” Seth Rogen. Você deve conhece-lo de Ligeiramente Grávidos e É O Fim. Seth, acima de tudo, é um ultra nerd e batalhou arduamente para que a série ganhasse vida junto com o amigo Evan Goldberg.

Juntos eles escreveram e dirigiram o episódio piloto. O primeiro episódio é de longe o episódio mais interessante da série. É onde apresenta todos os personagens e consegue criar uma relação crível entre eles e como irão se comportar ao decorrer da temporada. Ao terminar de ver o piloto, pensei comigo mesmo: “Poxa, muito interessante essa série, acho que ela terá um futuro promissor.”

Preacher 03

Então, eu estava certo? Não, nunca estive tão enganado em toda minha vida de espectador e apreciador dos enlatados televisivos americanos. Apesar de um bom piloto, o restante da série caí em um marasmo sem tamanho, parecendo um cachorro correndo atrás de seu próprio rabo, enrolando excessivamente em determinados pontos para tentar criar um elo dramático entre os personagens, principalmente em relação ao passado de Jess e Tulipa. Até entendo que precisava ter um certo suspense esse arco, mas a forma de como foi conduzida ficou extremamente maçante.

Outro ponto que a série falhou foi em achar seu tom próprio. Em vários momentos há piadinhas e situações surreais que não se encaixam com o momento narrativo, como por exemplo, a rivalidade do índio com o cão da pradaria, dois mascotes locais. A índole inocente dos anjos também é algo que contrasta negativamente na série, já que é difícil de acreditar que dois anjos possam ser tão estúpidos e inocentes vivendo em um mundo cheio de vícios e maldade. E o que falar do Cara de Cu? Ô moleque chato! Seu personagem na série serve apenas para ser o contraponto moral de Jess, fazendo-o refletir sobre o uso correto de seus poderes.

Mas há coisas boas na série, poucas de fato, mas há. Gostei bastante da Emily (Lucy Griffiths) e seu amor platônico com Jess, apesar de tal relação ter sido muitíssimo mal explorada na série. O triângulo Jess/Tulipa/Emily poderia ter rendido uma boa carga dramática, mas os escritores preferiram focar inteiramente a atenção apenas na dupla Jess/Tulipa, deixando a Emily brilhar sozinha no pouco que aparece. E as sequências no velho-oeste mostrando o Santo dos Assassinos também é muito boa. Ela pode parecer apenas mais uma sequência totalmente deslocada na trama principal, mas no final se encaixa como uma luva ao dar um imenso gancho para a segunda temporada.

Preacher 04

Sem contar que há momentos geniais. Em particular a sequência de luta no motel, com Jess, Cassidy, os dois anjos contra uma querubim imortal. Toda a sequência é memorável. Muito bem filmada e empolgante. Assim como a luta do Cassidy no avião, e a tentativa de assalto a Igreja. Pena que a cena da luta na igreja no último capítulo, que remetia ao filme Kingsman – Serviço Secreto, ficou totalmente sem graça. E falando do final, também o achei totalmente desnecessário. Serviu apenas para liberar Jess para a segunda temporada. Não posso falar muito, pois entrar em detalhes seria dar muito spoiler.

Conclusão

Em resumo, Preacher é fraca. A AMC fez uma série aquém de suas capacidades. Ok, ok, todos nós lembramos a temporada da fazenda de TWD, ô desgraça. E tenta se vender exclusivamente no fato de ser baseada em um quadrinho de sucesso para adultos. Tanto que a maioria dos comentários positivos que vi sobre a série são de fãs que gostaram de ver seus queridos personagens na tela. Mas há também os fãs de odiaram de todo coração e pararam de ver na metade. Porém, o relativo sucesso que a série teve com seu público médio, foi o bastante para a AMC encomendar a segunda temporada antes mesmo da série ter seu clímax exibido. Vamos torcer para que a segunda temporada tenha tudo aquilo que a série prometeu entregar em seu piloto.

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