Snarky Puppy

Em um almoço de família, meu irmão falou “Saulo, já ouviu Snarky Puppy?”. Depois de alguns segundos de pokerface tentando lembrar, respondi que não. Ele exigiu (!) que eu ouvisse. Falei que assim que chegasse em casa, sentaria na frente do computador, colocaria o fone de ouvido e apreciaria o som. Desde então, apreciar é exata palavra que eu uso para resumir a banda, relativamente nova, que foi formada em 2004.

Snarky Puppy é um coletivo de músicos influenciados pelo gênero R&B, com uma mistura de jazz e funk.

Espera! R&B? O que isso?

Rhythm and Blues ou R&B foi um termo comercial introduzido no Estados Unidos no final de 1940 (alguns dizem que foi pela Revista Rolling Stone, outros, pela Revista Billboard). O termo substituiu Race Music, que era, em língua inglesa um tanto ofensivo. De certo modo, hoje o rótulo Rhythm and Blues se aplica nos EUA atualmente a qualquer forma de música pop com artistas negros.

Em suas primeiras manifestações, o chamado R&B era uma versão negra de um predecessor do rock. Foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pela chamada Jump Music (um jazz com predomínio de saxofone e pouca presença de guitarras), assim como pelo gospel. Por sua vez, também influenciou o jazz, dando origem ao chamado hard bop (produto da influência do R&B, do blues e do gospel sobre o bebop). Os músicos davam pouca atenção às distinções feitas entre o jazz e o R&B, e geralmente gravavam nos dois gêneros.

Snarky Puppy

Não foi só no cenário pop dos EUA, mas também no do Reino Unido durante os anos 60, que o R&B atingiu seu auge de popularidade. Sem sofrer o mesmo tipo de distinção racial que limitava sua aceitação nos EUA, os grupos musicais britânicos rapidamente adotaram este estilo de música, e grupos como os Rolling Stones e Manfred Mann levaram o R&B a grandes plateias.

O termo caiu em desuso nos anos 60. Foi substituído por soul e Motown, porém ressurgiu nos últimos anos para designar a música negra norte-americana abrangendo o pop, fortemente influenciado pelo hip hop, pelo funk, e pelo soul. Neste contexto, só a abreviatura R&B é usada, e não a expressão toda.

Alguns dos sub-gêneros conhecidos atualmente são: Smooth R&B, Soul Funk, Reggae, Ska, e R&B Contemporâneo.

The Pups

Ouvir Snarky Puppy é muito prazeroso, mas ainda indico para você além de procurar as músicas, assistir aos shows e apresentações fechadas deles. O amor à música está em cada nota e cada sorriso no momento da execução. Você percebe a empolgação deles e se empolga junto. Indico algumas músicas (acesse clicando no link): Thing of Gold, What about me?, Shofukan e Lingus. Apesar da influencia primordialmente do R&B, Jazz e Funk, eles ultrapassam um certo limite e fazem experimentos, do rock progressivo até músicas regionais, como podemos perceber em Tio Macacao (o começo da música não lembra o Brasil? :D).

Os Pups (como eles denominam cada músico da banda) são liderados pelo premiado baixista, guitarrista, compositor e arranjador, Michael League. Ele tem um forte compromisso em espalhar o amor à música e positividade geral, inspirando uma geração mais jovem de músicos. Porque eu digo isso? O grupo é comprometido com a educação musical e sensibilização em comunidades. Como no interior de Cleveland e no Laboratório de Música em Jefferson Center em Roanoke, além de falar sobre música em colégios, liceus e escolas de ensino médio em todo o mundo. Que legal, não é? No vídeo abaixo vemos a banda ser liderada pela jovem Jayna Brown (que voz!). E na guitarra, um dos jovens de Jefferson Center. E que som!

Quimera

Alías, Snarky significa “Quimera” (e Puppy, significa “filhote”. Eles mesmos explicam o significado. “Quimera é uma criatura de três cabeças: a primeira, e mais óbvia, um conjunto de música original. A segunda, a equipe de produção, banda e cada um dos artistas. Em terceiro lugar, e provavelmente o mais importante, esse comprometimento com a educação musical e a sensibilização.”

Apesar de Snarky Puppy ainda ser “underground” em muitos aspectos, ganhou elogios de críticos, como a BBC, Village Voice, The Guardian e Boston Herald, e já se apresentou em alguns dos melhores locais e festivais na Ásia, Europa, Austrália e América do Norte. Inclusive, o grupo participou do BMW Jazz Festival, aqui no Brasil, em maio desse ano.

A banda lançou seu álbum de estréia, The Only Constant, em 2006. O mais recente, We Like It Here, foi gravado ao vivo em outubro de 2013, no complexo artístico Kytopia na cidade de Utrecht, sendo seu lançamento em fevereiro de 2014, estreando em # 1 no iTunes Charts Jazz. Em 26 de janeiro de 2014, junto com Lala Hathaway, ganhou um Grammy na categoria Melhor Performance de R&B por sua interpretação da canção de Brenda Russell, Something, do álbum Family Dinner – Volume 1.

E finalizo o artigo com essa música. 🙂

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