Symphony X – Underworld (2015)

O ano de 2015 nos presenteou com alguns bons lançamentos até então, como Dracula – Swing of Death de Jorn Lande e Trond Holter, Crooked Doors dos americanos do Royal Thunder e Apex Predator – Easy Meat dos ingleses do Napalm Death. Mas eu, particularmente, aguardava ansioso pelo disco dos americanos do Symphony X. E mais uma vez a expectativa foi cumprida com louvor.

Desde 2007, com o lançamento de Paradise Lost, o Symphony X vem mantendo um padrão altíssimo em seus álbuns, modernizando levemente o som, com alguns poucos efeitos e mantiveram as características que marcaram a carreira da banda, fundada em 1994. Junte a isso a evolução natural de um dos maiores vocalistas de sua geração e temos um baita alicerce para álbuns coesos e em alguns pontos geniais. Russell Allen é daqueles vocalistas que levantam qualquer música. Um instrumental simplificado na voz dele se torna algo emocionante, quase único. A interpretação dele em músicas ao longo da discografia da banda são a prova cabal disso. E em Underworld não poderia ser diferente.

Lançado no dia 24 de Julho de 2015, o álbum traz bastante do estilo adotado pela banda nos dois álbuns anteriores, Iconoclast, de 2011, e o já citado Paradise Lost. Muitos riffs marcantes e linhas vocais explorando bastante a versatilidade de Russell, que transita entre o drive e o limpo com extrema competência. Mas o que mais me impressionou no álbum foram as transições. Em algumas músicas chega a ser inacreditável quão limpas e suaves elas são, sem “agredir” a audição do ouvinte. Isso é um ponto extremamente positivo para uma banda que para muitos é considerada “metal progressivo”, mesmo eu achando uma bela bosta esses rótulos.

symphony x corpo

Outro ponto de destaque são os refrãos. É sempre complicado para as bandas do estilo criarem refrãos marcantes e “grudentos” sem serem criticadas por ser “comercial” demais. Em Nevermore, primeiro single divulgado do álbum antes de seu lançamento, temos um grande exemplo do que viria. O refrão faz com que você esteja cantarolando minutos depois de ouvir pela primeira vez. E ele faz isso sem ser apelativo, sem destoar do resto da música. E isso é caso raro se tratando de bandas do estilo.

A audição corre tranquilamente ao longo das onze faixas. Sem percalços e crescendo progressivamente. O disco tem seu ápice (na minha opinião, obviamente) na grandiosa e pesada To Hell and Back. Com mais de nove minutos de duração, a faixa não deixa o ritmo cair em momento algum, nem nas partes que é mais cadenciada. Umas das composições mais inspiradas da banda nos últimos dez anos, com todos os músicos em performances inspiradíssimas. A lenta e longa Swain Song cai como uma luva como penúltima faixa do disco. Com um refrão belíssimo e vocal impecável de Russell, é porta de entrada para a faixa final Legend, outra música bem marcante do álbum. Obviamente merecem destaque a já citada Nevermore. Com seu refrão grudento além de Kiss of Fire e seu flerte com metal extremo em muitos momentos.

Resumo final

Underworld é um disco completíssimo. Excelente do começo ao fim, traz uma banda no auge de sua maturidade musical, tendo seu vocalista no ápice técnico. Faixas marcantes, fortes e bastante pesadas em certos pontos dividem espaço com belíssimas baladas e levadas mais calmas, sem em nenhum momento perder a identidade. Disco obrigatório para quem curte o estilo e desde já um dos melhores do ano.

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