CAPCOM e os jogos pela metade

A geração passada de games trouxe algo muito bacana, até então inédito pros consoles: Os conteúdos adicionais para download, vulgo DLC. Novos modos de jogo, personagens extras, mapas novos e uma série de coisas que prolongam nossa experiência com o game. Muito legal não é mesmo? Porém, como diz o ditado antigo: “A ocasião faz o ladrão”. E fez.

Marvel vs Capcom

A CAPCOM, gigante do mundo dos games, dona de jogos clássicos como Mega Man, Street Fighter e Resident Evil, se aproveitou de forma “vampiresca” dessa nova ferramenta. Com uma frequência assustadora, lançava jogos incompletos, com personagens faltando e os disponibilizava por “míseros” U$0,89. Aí os mais desavisados pensavam: “Nossa, personagem novo por U$0,89?? Tá de graça!”, e compravam. Só que nosso querido amigo gamer entusiasta e consumista não percebia que muitas vezes o DLC já estava disponível antes do lançamento do jogo, como se tal personagem/mapa/roupa tivesse sido retirada do jogo e posta a venda separadamente. Muitas vezes a DLC era de um tamanho tão pequeno que parecia somente uma “key” pra liberar o conteúdo no próprio disco. Mas quando achamos que era demais, a CAPCOM nos surpreende novamente.

Polêmica?

A CAPCOM começou isso lá atrás, nos tempos dos 16-bits. Lembram do Street Fighter 2 não é mesmo? E, com toda a certeza, também lembram do Super Street Fighter 2, que era basicamente o mesmo jogo, com modo turbo e mais 4 personagens certo? Todos nós, gamers antigos, imaginávamos que com o advento do DLC, isso acabaria. Mas não para a nossa querida CAPCOM.

Eis que lançam o aguardadíssimo Marvel vs Capcom 3 em Fevereiro de 2011. Em Novembro do mesmo ano, lançam a versão Ultimate. Um novo jogo, que equilibra alguns personagens “over power”, acrescenta 12 personagens novos e muda algumas coisas no layout. E só! Nada mais! Me digam, com sinceridade: Isso não poderia ser feito através de atualizações e DLCs?

E isso voltou a ocorrer em outros games da produtora, como Street Fighter 4, tendo não uma, mas duas (!!) outras versões, a já esperada “Super” e a “Arcade Edition”.

Street Fighter

Não me levem a mal caros amigos gamers, eu sou fã da CAPCOM. Quantas noites não passei jogando Resident Evil, tomando susto com cada zumbi que aparecia na janela, ou tardes inteiras atiçando a rivalidade com meus amigos em duelos no Street Fighter. Mas cá entre nós, o que eles fizeram (e ainda fazem) é uma tremenda pilantragem, das grandes. Nós compramos os jogos e, pouquíssimos meses depois, o mesmo perde 50% do valor porque uma versão “atualizada” é lançada, fazendo com que seu jogo se torne obsoleto. Uma baita facada nos nossos bolsos, sem dó nem piedade.

Francamente hein dona CAPCOM!

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