Crítica – Vingadores: A Era de Ultron

Fui assistir ao primeiro Vingadores cheio de expectativas. As primeiras críticas avaliavam o filme com notas altíssimas e eu achei que assistiria ao novo Dark Knight. Quando o filme acabou, eu estava decepcionado. O filme tinha algumas situações forçadas, a chegada do Thor era ridícula, o humor era muitas vezes gratuito e o formato era infanto-juvenil demais. Desde então passei a ser um grande hater do filme. É claro que não podemos dizer que o filme seja de todo ruim: a cena do Hulk x Loki entrou pra história do cinema de entretenimento.

Satisfeito

Minhas expectativas em relação ao segundo filme eram praticamente nulas, tanto é que só assisti um trailer e nem dei bola. Ao final da sessão, havia presenciado um filme que tinha me feito sorrir, torcer e vibrar. Finalmente, desde Homem de Ferro, um filme da Marvel Studios me deixou 100% satisfeito.

Crítica - Vingadores: A Era de Ultron

Os filmes da Marvel, apesar de “leves”, são bastante experimentais. Vejam só, por exemplo, Guardiões da Galáxia. O humor escancarado foi o experimentalismo do filme. Homem de Ferro 3 tentou passar a ideia de ser algo mais “adulto”, algo que não deu certo. Já em Homem de Ferro 2, ficou aquela coisa de Comediante de Ferro. O que me parece, enfim, é que em Vingadores 2, todos os elementos dessa sopa chamada Marvel Studios funcionaram harmonicamente pela primeira vez.

Crítica - Vingadores: A Era de Ultron

História

A história começa pra valer com a tentativa de Tony Stark em fazer um upgrade no seu programa de inteligência artificial. O resultado dessa experiência mal sucedida é o surgimento do vilão do filme, Ultron, um androide dotado de inteligência artificial ultra-avançada. O resultado? Ultron entende que para manter a paz, é necessário erradicar a humanidade do planeta Terra.

Crítica - Vingadores: A Era de Ultron

É interessante notar que essa “transgressão” do nosso querido Stark, além de pautar toda a ação do filme, faz com que novos elementos venham à tona: pela primeira vez temos um conflito real entre a turma de heróis. Muito sutilmente podemos perceber que Tony não é o tipo de cara que aceita ordens facilmente. Temos também, pelo desdobrar da história, a oportunidade de acompanharmos o lado “humano” de alguns personagens. Essa humanização é algo bastante interessante e confere um teor emocional muito bonito ao filme. Por fim, temos uma pitada de DC em Vingadores 2. Quem diria, hein? Pela primeira vez, temos o “ensaio” de um herói que pode sofrer as consequências dos seus atos – na esfera civil.

Sobre o vilão Ultron (dublado pelo ótimo James Spader), o fato de ser o tempo todo uma animação não compromete a experiência em momento algum. O robô tem algumas sacadas muito interessantes (como a que ele faz uma alusão à fundação da Igreja) e sabe ser irônico e malvado na medida certa.

Ampliando ainda mais esse universo

Os gêmeos Pietro (Aaron Taylor-Johnson) e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), mais conhecidos como Mercúrio e Feiticeira Escarlate (apesar dos seus codinomes não serem usados no filme), são apresentados. Assim como nas HQs, eles começam como vilões. Existia uma expectativa sobre Mercúrio, pois ele apareceu antes, com um grande destaque e com uma cena muito marcantes, em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Porém, como acontece nos quadrinhos, o personagem é um tanto superficial e tem menos destaque e falas que sua irmã. Uma curiosidade: provavelmente por questões contratuais, a palavra mutante não foi utilizada no filme, sendo substituida por aprimorado. Além dos gêmeos, Visão (Paul Bettany) aparece no filme, com participação tímida, mas fundamental. Sua origem é um pouco diferente da HQ (que tem relação com Hank Pym, o Homem Formiga original, mas não aparece em Vingadores), mas foi bem executada.

Crítica - Vingadores: A Era de Ultron

Obviamente que o filme não é só virtudes. É bastante notável que a participação do Thor foi bastante limada na sala de edição. E o próprio diretor do filme admitiu isso. O resultado é que a cena onde ele tem maior relevância no filme é mal contada, sendo um dos momentos mais fracos do filme. Em compensação, ao invés de termos o Loki para ofuscar o herói dessa vez, temos o martelo, que é – por assim dizer – o protagonista da cena mais engraçada do filme. Vale salientar também que o humor não passa do ponto desta vez. Não temos mais o Stark dominando toda e qualquer ação nesse sentido. O riso surge naturalmente, sem as “forçadas de ferro” típicas.

Conclusão

Apesar da fase 2 ter derrapado no início com Homem de Ferro 3, a Marvel Studios acertou em Vingadores – A Era de Ultron. O que podemos esperar para o futuro? Além do fechamento da fase com o Homem Formiga, o início da fase 3 terá um dos arcos mais conhecidos da Marvel, a Guerra Civil. Mas talvez a expectativa seja maior. Por conta do anúncio da participação do super-herói mais querido desse universo, o Homem Aranha. É uma pena que as séries Agents of SHIELD e Demolidor não foram citadas no filme. Somente Agent Carter foi sutilmente referenciada, com o Quarto Vermelho, nome das instalações soviéticas responsável pelo treinamento de espiões. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer e muitas histórias para contar.

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